quarta-feira, 28 de agosto de 2013

MÉDICOS DE RENOME ABREM CLÍNICA EM FAVELA E GANHAM DINHEIRO


Médicos do Sírio e do Einstein,, dois dos mais renomados hospitais particulares de São Paulo abriram uma clínica particular em Heliópolis, uma das maiores favelas da cidade. Bem equipada, a clínica só realiza consultas particulares. Não aceita convênios nem cartão do SUS e está fazendo sucesso graças ao valor das consultas: 40 reais para clínico geral e 60 para as 10 especialidades oferecidas, que podem ser divididos em duas parcelas.

Thomaz Srougi, e o diretor-geral, Cesar Camara
O público-alvo da clínica é contempla exatamente o perfil dos moradores da maior favela de São Paulo: gente sem plano de saúde e cansada das filas e do péssimo serviço oferecido pelos postos públicos.
Embora a estrutura da clínica seja simples, os equipamentos disponíveis  em exames oftalmológicos, de ultrassonografia e eletrocardiograma são de ponta. Os médicos são todos formados em universidades conceituadas e integrantes do corpo clínico do Sírio-Libanês e Albert Eistein, que costumam cobrar algo em torno de 450 reais nos seus consultórios particulares.
O valor das consultas realizadas em Heliópolis corresponde o que é pago pela planos privados de saúde. A diferença, segundo os médicos do Dr. Consulta, é qu estão livres das “metas de atendimento” impostas pelos planos que encurtam as consultas a cada dia.
A qualidade dos serviços oferecidos pelo Dr. Consulta, com os médicos preocupados em oferecerem um serviço de qualidade – as consultas levam em média 40 minutos, por exemplo – já começam a interessar pessoas de outras áreas da cidade, inclusive de bairros de classe média alta. E quem testou aprovou não só o preço como o atendimento.
Está aí um exemplo de como soluções como essas podem melhorar em muito a vida da população, sem que isso signifique o fim dos ganhos, justos, para os médicos. Uma experiência que deveria servir de modelo para iniciativas semelhantes. Descomprimiria os serviços públicos e serviria como lição para os planos privados que teriam de melhorar os seus serviços sob pena de começarem a perder clientes.
Os diretores da clínica não se preocupam com isso. Pelo contrário acham que isso sinaliza que existe espaço para crescimento e sonham em colocar uma Dr. Consulta em cada um dos 96 distritos da capital.
Itaquera e São Miguel Paulista, regiões notadamente desassistidas da capital deverão ser as primeiras contempladas com as novas unidades. Os diretores da clínica não negam, nem querem, que estão também ganhando dinheiro,, mas ressaltam que estão agregando um valor muito importante à população.
Foto: Daniel Teixeira/Agência Estado

MÉDICOS BRASILEIROS SEM APOIO NA LUTA CONTRA PROGRAMA DO GOVERNO


Até agora os médicos brasileiros não conseguiram o apoio da população na sua luta contra o programa do governo “Mais Médicos”,  nem sensibilizaram a as pessoas para questões como a falta de infraestrutura nos locais mais longínquos, alguns até nem tanto, que impedem o exercício de uma assistência adequada de saúde. Ao partir para atitudes agressivas, como vaiar e hostilizar os médicos estrangeiros que participam do programa, os médicos brasileiros se afastam ainda mais dos anseios da população mais carente, aquela  que deseja pelo menos a presença de um médico em suas localidades.

O fato é os médicos brasileiros nunca se manifestaram adequadamente contra as óbvias condições mais que precárias da saúde pública do país, perdendo a oportunidade de se aliarem a população em busca de condições adequadas para o exercício das suas atividades.

Hoje, as partes radicalizam as suas posições, sem que se vislumbre uma solução que venha a atender efetivamente às necessidades da população.  Bobagens como as expressas por uma blogueira, que se diz jornalista, “acusando” as médicas cubanas de terem “cara de empregadas domésticas” e o contra-ataque dos defensores do programa classificando como xenófobas e racistas as todas manifestações contrárias ao programa, também não ajudam em nada a discussão sobre o tema.

Há, de fato, por parte do governo federal, uma tentativa de autorizar o exercício da medicina por parte de estrangeiros, principalmente com relação aos cubanos, ao arrepio da lei, como o impedimento ao direito de asilo, a livre circulação pelas cidades, além das questões salariais, todas devidamente regulamentadas , com clareza, pelas leis brasileiras. Isso sem levar em conta a recusa na validação dos diplomas, através do Revalida, até então plenamente aceita pelas autoridades e de acordo com as leis e regulamento vigentes.

A pressa das autoridades em implantar o programa, sem dúvida não calcada exclusivamente no interesse da melhoria das condições de saúde,  embalada por objetivos eleitorais (elevar o cacife do ministro da saúde, candidato informal ao Governo do Estado de São Paulo) não tem ajudado na implantação de um programa que, em si, em nada é prejudicial a população brasileira, muito pelo contrário.

Por outro lado a reação quase raivosa dos médicos brasileiros e de suas entidades também em nada tem ajudado no debate. A impressão que causam é que estão apenas preocupados com o seu mercado de trabalho, desinteressados por completo das necessidades da população, por uma mínima assistência na área de saúde, corporificada pela presença de um médico nas suas localidades. Nada mais justo. É o mínimo que podem querer, exigir, pedir. E é fato que não é do interesse dos médicos brasileiros, por motivos igualmente justos e outros nem tantos, exercer a função nesses locais.

Seria bom se todos voltassem a normalidade: o governo tratasse também de dar condições de trabalho para os médicos e demais profissionais de saúde, sejam eles nacionais ou estrangeiros, principalmente nessas localidades distantes dos grandes centros urbanos. E que cumprisse com as leis, não importa que os envolvidos sejam cubanos ou esquimós. E, que os nossos valorosos médicos coloquem as questões nos seus devidos termos, procurando daqui pra frente serem mais solidários com as necessidades da população, lutando por melhores condições na prestação dos serviços de saúde, sendo menos corporativistas, sem evidentemente serem cumplices dos desrespeito as leis vigentes, mas levando em conta as .

Seria bom pra todo mundo.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

CINCO LIVROS INÉDITOS DE J D SALINGER AGITAM MUNDO LITERÁRIO.


Segundo o anúncio de Shane Salermo, biógrafo e diretor de um documentário sobre o autor do mais que famoso "O Apanhador no Campo de Centeio", J D Salinger teria deixado pelo menos cinco obras, algumas totalmente inéditas e outras extensões de obras anteriores.
Se confirmada a notícia, publicada no The New ork Times, trata-se de algo absolutamente novo na história literária mundial. O escritor, durante anos, teria escritos esses livros, abrindo mão, conscientemente e premeditadamente de tudo o que acontece quando da publicação de uma obra, principalmente em se tratando de alguém consagrado, como Salinger. Críticas, resenhas, aplausos, prêmios, dinheiro, reconhecimento... tudo deixado de lado.
Fica no ar a expectativa: superarão esses livros, se existirem de fato, tudo o que se poderia imaginar de novas obras do autor? 
O jornal afirma que confirmou a veracidade da notícia com pelo menos duas fontes, independentes e separadas,  ligadas a Salinger, que ele esperava que os seus herdeiros publicassem pelo menos cinco livros. O filho do autor, Matthew Salinger, não deu declarações ao jornal sobre esses possíveis planos.
Agora é aguardar para ver/ler.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

REFORMA POLÍTICA: POPULAÇÃO NÃO SABE NADA DO ASSUNTO, MAS E A FAVOR.


Brasileiros se dizem a favor da reforma poliítica, mas não sabem nada sobre o assunto.Essa é a realidade. Todo mundo diz que é importante, alguns até têm alguma opinião sobre um determinado aspecto, mas o que se depreende disso é que as taxas de apoio e rejeição, estariam sujeitas a grandes variações, caso a reforma política venha a ser popularizada via campanhas publicitárias, para um plebiscito, por exemplo.
O baixo grau de conhecimento prévio das propostas é tecnicamente explicado pelo que se chama de “imposição problemática”. Isso acontece quando os entrevistados só tomam conhecimento real do assunto quando abordados pelos pesquisadores.  É disso que podem resultar as grandes variações, caso eventuais campanhas de esclarecimento venham informar melhor as pessoas sobre o assunto.
Na verdade, de dois em cada três dos entrevistados, na Pesquisa IBope/Estado, só ouviram falar do assunto pela primeira vez ao serem  questionados pelos entrevistadores. E apenas 1 em cada 10 disse saber bem do que se tratava. Apesar disso declararam que acham a reforma política importante.
Apenas 36% disseram ter conhecimento de que se discute a reforma política. Saber que o debate existe não significa ter algum conhecimento. Tanto que só 7% dos entrevistados se declararam bem informados sobre a reforma política. Outros 34% disseram ao Ibope estar pouco informados, e a maioria absoluta disse estar "nada informado" (52%) ou nem sequer soube responder (7%).
Considerando-se apenas os 41% que têm alguma informação (a soma dos "bem" e "pouco" informados), a maioria é favorável à realização da reforma política no Brasil: 39% concordam totalmente, 33% concordam em parte e 7% discordam. O resto ficou no muro (nem concordou, nem discordou) ou não respondeu.
Mas nem todos desses 41% teoricamente informados sabem dizer, espontaneamente, do que trata a reforma política. Um em cada três (28%) não conseguiu dizer nenhuma medida específica que esteja sendo discutida para reformar a política brasileira.
Na prática, sobram 30% de brasileiros que dizem ter algum grau de informação sobre a reforma política e sabem citar um exemplo do que está em debate. Os pontos mais mencionados por eles foram: acabar com suplente de senador, com as votações secretas no Congresso, com as coligações partidárias e com o voto obrigatório - todas essas na faixa de 20% a 23% de citações.
Os mais lembrados foram a realização de um plebiscito conforme proposto pelo governo federal (18%), mudar a forma de financiar as campanhas eleitorais (12%), reduzir o número de partidos (12%), realizar uma constituinte sobre o tema (8%) e outros menos cotados.
O tema que se mostrou mais popular entre os brasileiros foi "acabar com o voto secreto no Congresso Nacional. Mesmo assim, marcou apenas 26 pontos num máximo de 100 na escala de conhecimento sobre o tema. Com os outros foi ainda pior.
"Acabar com suplente de senador" e "mudar a forma de financiamento das campanhas eleitorais" empataram em segundo lugar, com grau de conhecimento 22 em 100. Depois vieram "acabar com alianças entre partidos nas eleições de deputados" (20/100), "voto distrital" e "permitir candidatos não filiados a partidos nas eleições" (ambas com 18/100). A "lista fechada" para eleição de deputados e vereadores ficou em último lugar, com 16/100.
A pesquisa Ibope/Estado foi feita entre os dias 15 e 19 de agosto. Foram 2.002 entrevistas face a face, na residência dos entrevistados em 143 municípios de todas as regiões do Brasil. Margem de dois pontos porcentuais. Intervalo de confiança em 95%.


domingo, 25 de agosto de 2013

MEDICOS BRASILEIROS NÃO TEM APOIO DA POPULAÇÃO. CULPA DELES MESMOS.


Noves fora toda a polêmica sobre o Programa Médicos para Todos, uma coisa fica bem clara: os médicos brasileiros não tem nenhum apoio da população para suas críticas ao programa.

Se os brasileiros são contra ou a favor do programa é outra história, embora seja muito difícil de imaginar que em um lugar que não possui médico nenhum as pessoas não estejam interessadas em, enfim, terem algum tipo de assistência na área da saúde.

Mas o fato é que os médicos brasileiros ao longo do tempo jamais se preocuparam, institucionalmente pelo menos, em lutarem por uma saúde melhor para a população. Agora estão levando o troco. O governo federal está disposto, sejam lá quais forem os seus motivos, a levar avante o programa. Se vai dar certo ou não são outros quinhentos. Mas a batalha dos médicos brasileiros, justa ou não, está perdida.

Quem nunca foi vítima da prepotência, do descaso, do desinteresse dos nossos médicos, principalmente se paciente do SUS ou dos malfadados planos privados de saúde? Recentemente se organizaram para impedir que outras categorias da área de saúde fossem autorizadas a realizar procedimentos mínimos ou mesmo específicos já consagrados e para os quais possuem a formação específica.

Agora, desejam que a população compreenda suas posições e fechem com eles na luta contra o programa. Não tem como conseguir isso.

OS CUBANOS
Agora, com relação aos cubanos, é claro que o processo é, para dizer o mínimo estranho. O dinheiro pago pelo governo brasileiro não chega diretamente dos profissionais. Passa pela tal de Organização Panamericana de Saúde, ou coisa que o valha, que repassa para o governo cubano que finalmente paga, o que quiser, para seus médicos. É trabalho escrevo sim senhor.

Seja como for, sejam quais forem as condições, a empreitada continua interessando os profissionais cubanos. Podem enfim sair do paraíso socialista, vão receber, por menor que seja o repasse do governo, mais do que recebem na ilha, terão acesso a inúmeras coisas, social e economicamente, que nem em sonho teriam na paradisíaca ilha. E, se alguém se der ao trabalho de investigar, outros cubanos que vieram antes, fizeram de tudo para se estabelecer por aqui.

Alguns conseguiram e estão muito satisfeitos. E, importante notar: os brasileiros que foram atendidos por eles se lembram da cortesia, preocupação e interesse demonstrado pela seu estado. Alguém já se sentiu assim com relação aos médicos brasileiros, com as devidas exceções que confirmam a regra?

Que a vinda dos estrangeiros não vai resolver os nossos problemas na área de saúde, qualquer um, minimamente informado sabe, mas que tomara que esse programa permita um repensar na relação entre médicos e pacientes e os nossos doutores saiam da redoma e do mundo encantado onde vivem e passem a ser parceiros efetivos da população em busca de uma saúde melhor para todos.

Em tempo o salário de um médico em Cuba gira em torno dos 25 a 41 dólares. Ou seja, tanto faz que o repasse para os que estão no Brasil fique entre 2 a 4 mil reais como parece que será. Vão estar no lucro, de qualquer forma.