terça-feira, 6 de agosto de 2013

GOOGLE GLASS: OS ÓCULOS DO GOOGLE UMA NOVA AMEAÇA À PRIVACIDADE?

A tecnologia vestível está na ordem do dia entre os fabricantes. Embora a maioria dos produtos ainda não seja usável, a preocupação a respeito da privacidade aumenta a cada dia. Com o Google Glass, por exemplo, as pessoas poderão fotografar, filmar, e compartilhar conteúdos de uma forma muito menos perceptível que as disponíveis atualmente. O temor é de tal ordem que antes mesmo de ter chegado ao público em geral, alguns bares e restaurantes dos Estados Unidos já informaram que vão proibir o uso em seus ambientes.

Congressistas americanos já pediram explicações do Google sobre o armazenamento de dados, reconhecimento facial e se haverá algum tipo de proteção. A empresa informa que para garantir a privacidade das pessoas em volta de um usuário do Glass uma das maneiras de fazer isso é exigir um comando de voz para que seja iniciado um vídeo, que não permitirá ferramentas de reconhecimento facial, mas já visou que nenhuma mudança em sua política de privacidade está prevista. Alguns congressistas já declararam que ficaram decepcionados com as respostas do Google. Outros países, como o Canadá, Israel, Suíça, México e Nova Zelândia já expressaram também suas preocupações com o produto.

O fato é que a tecnologia vestível veio para ficar e vai impor um novo padrão de comportamento social e, talvez, venha a exigir também alguma regulamentação jurídica.
A diferença entre os equipamentos atuais e o que vem por aí está na forma praticamente imperceptível do seu uso. Você pode ser filmado, fotografado, editado, veiculado sem sequer se dar conta, por alguém bem próximo. Um começo provavelmente será pensar num regime jurídico de proteção de dados pessoais inseridos em fotos ou vídeos. Hoje considera-se apenas dados que circulam na Web. Será possível?

Enquanto o Glass não chega às lojas, já existem profissionais ut
ilizando o produto. Um jornalista usou o Glass para cobrir manifestações no Oriente Médio e outros locais do mundo, numa perspectiva bem diferente das câmeras usadas atualmente. Um cirurgião dos EUA transmitiu ao vivo uma cirurgia gástrica.

Só o tempo dirá como vamos nos comportar e utilizar corretamente ou não esses novos produtos. Mas que eles vão fazer uma verdadeira revolução nas relações sociais sobre isso não há a menor dúvida.

Ilustração Caderno Link do Estado de São Paulo