quinta-feira, 1 de agosto de 2013

REPRIMIR BADERNEIROS NAS MANIFESTACÕES... QUAIS OS MOTIVOS PARA TANTA INDECISÃO?


Comentei aqui, já faz algum tempo, sobre os tais de "vândalos", mais que presentes, agora, nas manifestações que pipocam por aí. O roteiro é sempre o mesmo: começam pacificamente e em seguida um grupo, os tais "vândalos" assumem o protesto e começam as depredações. A polícia, referimo-me aqui mais especificamente a PM de São Paulo, mas o problema, em maior ou menor grau é nacional, parece vítima do dilema entre a omissão, só intervindo quando a situação já escapou há muito de qualquer controle, ou a repressão descontrolada. 

Ontem a PM de São Paulo parece ter enfim descoberto a fórmula de escapar do dilema, embora demore ainda muito tempo para tomar uma decisão. 

A fórmula é simples, e não precisa ser nenhum especialista em segurança, para coloca-la em prática: acompanhar qualquer manifestação, mantendo-a sobre controle, de olho principalmente nos tais mascarados, que não fazem nada para se esconder, nem ocultar os seus objetivos. Ao sinal da primeira baderna reprimir.

Os baderneiros, vândalos, mascarados ou seja lá como se queira chamar, são por demais conhecidos. Não surgiram do nada, não desembarcaram de um planeta longínquo ou desconhecido. Fazem parte do cotidiano das grandes cidades. A novidade agora é que encontraram nas manifestações, sejam elas quais forem, um canal para "se expressarem".

Os tais de Black Blocks, estão por aí há algum tempo. Agora, com a exposição proporcionada pelas manifestações conseguiram mais adeptos. Vestem-se de preto, usam máscaras e estão sempre prontos para depredar e atacar a polícia. Se dizem anarquista e optam pelo confronto como forma de protesto. Na esteira vão  outros ilustres membros da nossa sociedade: os punks, os "nóias" (molestados em seus guetos no centro, que vislumbraram uma oportunidade de ganho nos saques a lojas), os assaltantes (que encontraram um jeito mais fácil de levar algum, afanando celulares e carteiras e outros objetos dos manifestantes), skinheads (aqueles caras que costumam espancar gays e nordestinos), pichadores habituais de prédios públicos e privados, históricos ou não... e outros tipos. Todos eles existem e fazem parte do dia-a-dia da nossa querida cidade. Pq cargas d’água deixariam de marcar presença num movimento que lhes permitiria (perdão permite) a livre manifestação dos seus – digamos assim – desejos?

A polícia só não vê se não quiser. Só não reprime esses grupos se não quiser. Só deixa rolar a depredação da propriedade pública e privada se não quiser. O que termina por deixar uma pergunta no ar: pq não quer, pq deixa rolar? Pq só agora parece ter descoberto a fórmula?