terça-feira, 3 de setembro de 2013

BISBILHOTICE SEM LIMITES. CHEGARAM OS DRONES CIVIS.


Dos mais altos dignatários ao mais pé-rapado na face da terra todos estão sujeitos hoje a bisbilhotice eletrônica. Só na cidade de São Paulo já são, pelo menos, um milhão e meio de câmeras de vigilância espalhadas pela city. Isso sem contar com a disponibilização dos seus dados mais íntimos através da internet e dos seus incontáveis aplicativos, dos quais ninguém escapa, não consegue, simplesmente viver sem eles, mesmo sabendo da impossibilidade de manter seguros seus dados e informações pessoais.

Hoje, a expressão big brother , que há algum tempo parecia coisa de ficção cientifica, está mais do que surrada. A rigor não existe mais privacidade. E não param de surgir novidades para ampliar as possibilidades de bisbilhotice. Agora são os “drones”. Não aqueles enormes, possantes, que abelhudam países e instalações estratégicas e são capazes de lançar bombas e realizarem ataques sem colocar em risco a vida dos seus pilotos humanos, que os guiam de muito longe dos alvos. Os “drones”, na versão civil, pesam pouco, alguns menos de 1 quilo, e estão disponíveis a partir de 380 reais à venda em lojas das grande redes ou nas lojinhas da Rua Santa Efigênia, no centro de São Paulo, ao alcance de qualquer um.

Goste-se ou não é uma revolução em curso. Emissoras de televisão já usam modelos  sofisticados em suas transmissões, jornais incorporaram os drones para fazer fotos  arrojadas de ângulos impossíveis para seus fotógrafos humanos. A polícia e outros órgãos públicos também fazem uso dos aparelhos.

A facilidade de aquisição também preocupa autoridades. Já existem relatos de interferência de drones na aviação civil e a Agência Nacional de Aviação – Anac trabalha numa proposta de regulamentação, que deverá ficar pronta  ainda neste ano, quando será definido se eles serão considerados aeronaves ou simplesmente brinquedos.

A discussão sobre privacidade e propriedade privada recrudesce, principalmente se levarmos em conta que esses aparelhos, conjugados com tecnologias de reconhecimento facial, podem ser utilizados tanto para vigilância estatal quanto para interesses particulares, ambos, como sabemos, difíceis de respeitarem limites.

Mas, gostemos ou não, o fato é que a era dos drones está apenas começando. Para o bem e para o mal

E, se você quiser curtir uma experiência, grátis, de um sobrevoo na avenida paulista, "a bordo" de um drone acesse
abr.ai/drone-paulista e boa viagem.