quarta-feira, 25 de setembro de 2013

TSE APROVA CRIAÇÃO DE 2 PARTIDOS. SÃO 32 AGORA.

O Solidariedade e o Pros são os dois mais novos partidos do Brasil e que abrem a temporada de troca-troca entre legendas com vistas às eleições de 2014. Com passamos a ter 32 partidos no país. A Rede de Marina Silva continua empacada, faltando cerca de 52 mil nomes para fechar a cota mínima de 492 mil assinaturas necessárias para a criação de um novo partido.  Três dos sete integrantes do tribunal já sinalizaram que não aceitarão a entrega direta das certidões genéricas de assinaturas, como pretende a Rede. 

O Solidariedade foi montado pelo deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, atualmente no PDT de São Paulo. Começou a recolher assinaturas em 2010. O Ministério Público apura denúncias de fraude na coleta e recomendou apuração da Polícia Federal, mas a sua criação foi aprovada pelo TSE. Com relação ao governo Dilma tem um viés de oposição, tendendo para o apoio a candidatura presidencial de Aécio Neves. Seu fundador, Paulinho da Força, acusa o governo federal de ter "encomendado" a investigação do MP

O Pros, montado por Eurípides de Macedo Jr., ex-vereador em Goiás, também recolhe assinaturas desde 2010, se diz independente, mas é claro o seu viés governista, sendo recomendado inclusive, com entusiasmo, pela ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, aos candidatos do PT aos governos estaduais para a formação de alianças. O MP deu parecer favorável.

Marina tem reagido às barreiras criadas para a obtenção do seu registro, com uma campanha pela internet onde artistas se manifestam, afirmando que as filiações foram rejeitadas inexplicavelmente e que a Rede estaria sendo prejudicada por um "procedimento precário de conferencia de assinaturas.
A Rede começou a coleta das assinaturas em fevereiro deste ano e afirma que já validou 440 mil. De viés obviamente oposicionista, depende de decisão do plenário do TSE para ser aprovada oficialmente, mas, ao que tudo indica, por enquanto, não vai conseguir. Marina vai precisar, urgente, de um plano B caso pretenda realmente disputar as próximas eleições.