terça-feira, 15 de outubro de 2013

CAETANO VELOSO EM CAMPANHA CONTRA AS BIOGRAFIAS, GANHA UMA "COMUNITÁRIA".


Quem diria... Caetano, Chico Buarque, Gilberto Gil e tantos outros libertários de outrora, ao lado de Roberto Carlos, esse não tão libertário assim,  fazendo campanha contra as biografias não oficiais.
Ironia ou não, a campanha terminou por fazer chegar o conceito de crowdsourcing às biografias. A lacuna foi preenchida com a iniciativa da agência Mojo, que lançou a “Biografia de Caetano”, há poucos dias, no Facebook, rapidamente inundada de links, fotos, entrevistas e até GIFs animados do compositor e que já conta com milhares de fãs. 

Caetano: quem diria, já cantou É Proibido Proibir.

Paula Lavigne, ex-mulher e atual empresaria de Caetano, elogiou a comunidade, o que deixou os sócios da Mojo meio desconfiados. Em entrevista ao jornal Estado de São Paulo, consideraram que falar que ela ‘gostou” como “uma maneira de tentar esvaziar a nossa iniciativa".

Danilo Corci, um dos sócios da Mojo, ironizou também a escolha de Caetano para o projeto, afirmando que o motivo foi o fato de um dia ele ter cantado É Proibido Proibir”.

O fato é que o Brasil continua sendo senão o único, um dos raros países do mundo onde as biografias não oficiais são proibidas. Agora tem gente propondo que parte da renda auferida por elas seja repassada para os biografados como forma de abrandar as proibições. O que é também um absurdo. Imagina o sujeito fazendo a biografia de algum meliante como o Marcola, do PCC, por exemplo. O sujeito ainda vai ganhar uma graninha?

Em qualquer lugar – civilizado – do mundo se por acaso o biografado se sentir ofendido pelo autor vai a Justiça e pronto. Só aqui as pessoas públicas querem que a posteridade conheça as suas vidas só pelo lado cor de rosa, eliminando referencias desagradáveis e reescrevendo, a gosto, a história das suas vidas.