quinta-feira, 17 de outubro de 2013

SÃO PAULO, UMA NOVA DETROIT?

Cidades podem ir a falência ou, na melhor das hipóteses, perderem a sua importância econômica graças a políticas equivocadas da iniciativa privada e/ou dos seus governantes.

Em Detroit a falência da grandes montadoras de veículos levou a uma decadência cruel daquela cidade americana que já foi vitrine de progresso e desenvolvimento. Milhares de trabalhadores nas ruas, bairros abandonados, índices de criminalidade alarmantes. As autoridades não quiseram ou não souberam reagir a tempo e vai ser muito difícil, senão impossível, aquela cidade recuperar o brilho de antes.

Em São Paulo os esforços para quebrar a economia da cidade veem da Prefeitura, com seu absurdo aumento de IPTU, de 30% para residências e 45% para o comércio. O Prefeito quer compensar, sacrificando quem paga IPTU, os recursos que perdeu, inclusive com a volta a trás do aumento nas tarifas dos ônibus, pressionado pelas manifestações de junho.

Esqueçam, por momentos, as grandes empresas, que talvez possam arcar com o aumento abusivo, mas a tal de classe média e os pequenos comerciantes como reagirão? (aqueles que o partido do Prefeito tanto se ufana de ter elevado padrões e de renda). Como repassar para o consumidor, esse eterno sacrificado, os custos escorchantes desse imposto?.

Se começarmos a fechar negócios, se empresas começarem a sair de São Paulo em busca de ambientes mais acolhedores a cidade vai perder, vai trilhar caminhos de outras, como Detroit, que perderam a sua importância econômica. Empregos serão perdidos, é uma seqüência cruel e desnecessária, medida que em nada ajuda ao progresso da cidade.

Alem disso baseada em premissas erradas, numa suposta valorização do mercado. Há uma diferença entre os valores propagados pela especulação imobiliária e a valorização real dos imóveis. Nada em nossa economia justifica um aumento desse porte.

Tem sido comum na cidade, justamente nos bairros onde se verifica a maior especulação imobiliária, uma grande quantidade estabelecimentos que fecham, de negócios levados a falência, de sonhos desfeitos e empregos perdidos.

A sanha arrecadatória pode levar inúmeras famílias a perderem suas residências, sendo tangidas para a periferia em busca de uma moradia mais acessível. Grande política do nosso prefeito.