sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

ALGO LHE SOA FAMILIAR?



O presidente do Equador, Rafael Correa, está prestes a conseguir o que vem tentando há tempos: perpetuar-se no poder.  Como já acontece nos outros países “bolivarianos”, onde seus governantes consideram imprescindível a continuidade infinita para a consolidação do tal “socialismo do século 21”.

A última jogada do equatoriano foi conseguir que a Corte Constitucional, dócil ao seus interesses, decidisse que a Assembleia Nacional pode emendar a Constituição sem a necessidade de submeter essas mudanças a um referendo, como deseja a oposição.

Além da reeleição indefinida o pacote prevê alterações na legislação trabalhista que, na prática, limita o direito de greve e, é claro, o objeto de desejo de todo "esquerdinha do século 21": aumenta o controle sobre a mídia.


Seguindo o figurino vigente, as manifestações de protesto de sindicalistas e grupos de oposição, foram devidamente reprimidas pela polícia e o grupo político do governo classificou os manifestantes como “golpistas”, articulados com a “direita internacional” e “representantes das elites”, interessados em desestabilizar o governo nacional.

Ao contrário dos seus colegas bolivarianos, o Equador cresce em torno dos 4% ao ano, mas o clima político está tenso graças as tentativas do governo de se perpetuar no poder.  Apesar de 73% da população desejar um referendo sobre a reeleição indefinida e 75% dizerem ser inaceitável que esse e outros temas da mesma importância sejam submetidos exclusivamente a Assembleia Nacional, a Corte, submissa ao governo, decidiu pelo contrário e ao que tudo indica o Equador poderá ter um Rafael Correa para sempre no governo.

Algo lhe soa familiar?