quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

O QUE HÁ POR TRÁS DA PERMANÊNCIA DE GRAÇA FORTES À FRENTE DA PETROBRAS?

Em qualquer lugar do mundo, pelo menos nos lugares com um mínimo de respeitabilidade, a presidente da estatal e toda a sua diretoria já teriam sido demitidos. A questão não é se a atual presidente e demais diretores participaram ou não da roubalheira, a questão é que a roubalheira rolou solta na empresa e os seus dirigentes, como é de práxis no Brasil, simplesmente não viram nada.

Hoje a empresa está na lona, não consegue publicar o seu balanço trimestral, as ações desabam na Bolsa de Valores e terá crédito restrito daqui pra frente exigindo aportes extraordinários do governo para continuar operando. Enfrenta processos em vários países e, como se não bastasse os preços do petróleo estão extremamente baixos, dificultando ainda mais a entrada de recursos na companhia.

E vem mais sufoco por aí, empresas estrangeiras podem aproveitar a baixa nos preços do petróleo para passarem a vender gasolina abaixo dos preços praticados pela Petrobras, que desde setembro vem amenizando suas perdas dos últimos três anos, estimada em 60 bilhões de dólares, vendendo gasolina a preços superiores ao valor de importação dos derivados.

Nunca, em todos os seus anos de vida, a empresa esteve numa situação tão precária. Apesar disso, em vez de nomear uma nova diretoria, que implemente uma plano ousado de recuperação da empresa, depois de saneá-la, o governo prefere manter essas mesmas pessoas à frente da Petrobras, sob o frágil argumento de que a presidente da estatal não estaria envolvida nas falcatruas.


Pelo visto a ideia é tentar deixar o tempo passar e ver se as pessoas esquecem o escândalo e por inércia a companhia volte a crescer. Só os muito ingênuos ou mal intencionados podem achar algo deste tipo. Ou então a atual diretoria vai continuar a postos para servir de anteparo e ser responsabilizada pelos desmandos, encobrindo assim outras figuras, gente de mais coturno, que estaria envolvida nos escândalos, quando menos por não vê-los passar bem ali, debaixo dos seus narizes.