quarta-feira, 6 de maio de 2015

CONSUMIDORES PESSIMISTAS FOGEM DAS MARCAS MAIS CARAS


Pesquisas realizadas recentemente, por vários institutos (*) revelam que o consumidor brasileiro está mais que pessimista, segurando gastos e procurando as marcas mais baratas para fazer economia.

Os dados revelam que 55% dos consumidores acham que as perspectivas de emprego vão piorar contra 34% que acreditam na possibilidade de melhora. 10% não sabem/não responderam.
79% acreditam que os preços continuarão a subir, contra apenas 12% que acham que irão parar. Nesse caso 9% não sabem/não responderam .

Para fazer frente a esse tempo que exige aperto na economia doméstica, os consumidores estão restringindo suas compra. Nos supermercados comprando menos. Nos alimentos a redução é de 17%, nas bebidas não alcoólicas 16%, nas cervejas 15%, produtos de limpeza 13% e higiene e beleza 8%.

Para economizar nos supermercados 41% já abandonaram as marcas tradicionais e dirigem suas compras para as mais baratas. Só 20% pretendem se manter fiéis as marcas líderes, mas reduziram as quantidades. 30% estão deixando de comprar alguns produtos e só 7% estão mantendo produtos e marcas.

Como quase tudo nessa vida, a crise também tem dois lados. Os fabricantes dos produtos considerados “premium” estão tentando cortar custos e racionalizar a produção para evitar aumentos, mas sorrindo mesmo esta o pessoal das marcas mais baratas, que a crise está favorecendo com o aumento nas vendas. Para melhorar ainda mais a performance estão aprimorando produtos, tentando ser mais atraentes, não só do ponto de vista de preços.

Os supermercados, por outro lado, estão investindo pesado em marcas próprias, oferecendo alternativas que caibam no bolso do consumidor e o setor de fast-food, cujo crescimento no ano passado andou para trás,  vive uma onda de promoções.

São os consumidores, a indústria e o comércio lutando para sobreviver e fazendo sacrifícios, enquanto isso, lá nos planaltos da outra vida, pouco, ou nada mesmo, se faz para economizar e cortar custos.


* Data Popular, Nielsen e Euromonitor