terça-feira, 21 de julho de 2015

REJEIÇÃO AO PT CHEGA AO CINTURÃO VERMELHO DE SP


O Cinturão Vermelho, para que não sabe, é um conjunto de bairro nos extremos da capital paulista que desde 2000 tem votado em peso nos candidatos petista. Mas, recentemente, a queda na aprovação da presidente, a agenda negativa provocada pela Operação Lava Jato e a crise econômica começaram a se fazer sentir, também, nos eleitores do cinturão, animando os adversários a investirem nesses redutos petistas, antes considerados fechados a outros candidatos.

Segundo Márcia Cavallari, diretora do Ibope, percebe-se o aumento significativo da proporção de eleitores voláteis, aqueles que já votaram no PT, em algum momento, mas que agora não repetirão o voto na legenda, com o antipetismo chegando aos antigos redutos do partido.

Não é a toa que Nelson Biondi, responsável por campanhas do PSDB na capital e no Estado, afirme que, diferentemente do passado, “quando a gente não investia muito nos redutos petistas porque sabíamos que não adiantaria, hoje o ‘mercado’ está diferente. Não há mais reduto petista que não vale a pensa investir”. 

O mesmo sentimento deve permear os dirigentes da campanha de Marta Suplicy, recém-saída do PT, ao traçarem uma estratégia de avanço sobre o cinturão vermelho, um dos principais responsáveis pela sua eleição como prefeita em 2000 e nos quais ainda tem eleitores fiéis. Com visitas semanais a esses bairros Marta tem assustado os dirigentes petistas, que já tomam providências para tentar barrar o acesso da Senadora aos seus redutos.

Ainda que usando estratégia diferente dos tucanos e petistas, o único candidato já declarado à Prefeitura, Celso Russomanno, do PRB, planeja investir nos redutos adversários, vermelhos e azuis, através da TV, com um quadro que deverá ganhar no programa de maior audiência da TV Record, o Cidade Alerta.

Resta ao PT, e ao seu candidato a reeleição, Fernando Haddad, tentar aumentar a distância entre os seus adversários nas áreas que ainda lhes são favoráveis e partir para reconquistar espaço entre os eleitores nas áreas chamadas voláteis, como explica Márcia Cavallari, uma tarefa cada vez mais difícil, como acredita o cientista político Carlos Novaes, em entrevista a Pedro Venceslau do jornal O Estado de São Paulo: a crise do PT é estrutural e anterior aos escândalos. O PT nunca esteve tão vulnerável. Será mais fácil para os adversários de Haddad encontrar reprodutores para seus discursos de campanha”.

PERFIS FAKES

Nas redes sociais a campanha também está em andamento. Perfis fictícios já promovem o prefeito e Russomanno e Marta tem feitos declarações seguidas, que são reproduzidas principalmente via Twitter e Facebook, por sua equipe e admiradores.


O prefeito ganhou o perfil Haddad Tranquilão, que já conta com mais de 120 mil seguidores e Russo – O Mano, mais de 7 mil curtidas, ambos numa estratégia semelhante que pode ter virado uma tendência desde o surgimento de Dilma Bolada, o perfil criado em 2010 por um publicitário carioca, que possui atualmente nada menos que 1,6 milhão de seguidores. O perfil de Haddad é administrado por dois jovens, um publicitário e um turismólogo, ligados ao PT. 

 

O de Russomanno é controlado também por um publicitário 
que se diz simpatizante do pré-candidato,j
á tendo trabalhado para Eduardo Campos e Paulo Skaf.