segunda-feira, 10 de agosto de 2015

A USP NÃO PRECISA MESMO DA PM?


Tem uma moçadinha, acompanhada por uma velharia velhaca, que acha que o campus da USP não precisa de polícia, sob a alegação, entre outras bobagens, que se trata de um território livre. 
 
 Território livre do que, afinal? Dos estupradores (sim tem e vários), dos assaltantes (muitos). Ah, mas a polícia não pode intervir nas manifestações, nas invasões (frequentes) aos prédios, nas greves, praticamente diárias e não sei lá mais o que. Em vez de polícia o que tem que ser feito é iluminar mais o campus (que é deficiente nisso, ok), como se a bandidagem fosse acabar com a iluminação feérica. Precisamos é de uma guarda universitária e não da PM. Ah, sim, mais empregos para – nós sabemos quem – depois a guarda faz uma grevezinha, invade uns predinhos... E se a gente estiver fumando nossa maconhazinha, como é que vai ser? Ué, mas tá liberado fumar uma maconhazinha por aí? Ah, não só no campus da USP. Então tá, né? Ah, mas a PM é resquício da ditadura.... Esse pessoal ainda não se deu conta de que a “ditadura” acabou faz tempo? A polícia que serve para o cidadão comum, não serve para a “elite uspiana”? Que tal acabar com a polícia e liberar geral? 

A proposta do governo do Estado é que apenas policiais que estejam na universidades ou já formados façam o policiamento do campus e estarão impedidos de se meterem em quaisquer manifestações dentro e fora do campus. Mas a autonomia universitária? Sinceramente, gostaria que alguém me explicasse o que tem a ver autonomia universitária com roubo, estupro e as agressões frequentes registradas no campus da USP. 

Uma minoria sem noção, que faz o que quer no campus sob o olhar complacente da maioria, acha que é privilegiada ao ponto de estar acima da lei e da ordem. Mas adora um discurso demagógico, pseudo esquerdista, contra os “privilegiados” da sociedade em geral. A conversa é sempre a mesma: acabem com os privilégios alheios, mas mantenham os meus.