segunda-feira, 10 de agosto de 2015

ALGUÉM – SE DILMA CAIR QUEM ASSUME?


Ah, dirão os precipitados de plantão, o vice.
Talvez. E convém pensar sobre isso.
A opinião pública, nesse momento, acha (71%) o governo ruim/péssimo. 66% são a favor de que seja aberto o processo de impeachment da presidente, embora 53% não acreditem que ela será afastada, ainda  que a parcela dos que acreditam esteja aumentando: já foi de 29% e subiu para 38%.

O raciocínio corrente, dos que desejam a saída da presidente e que, tirando Dilma, tudo se ajustaria.  Quem estaria a cargo disso, numa primeira hipótese, seria o vice. O PMDB ganharia de mão beijada um longo período no poder, sem precisar sequer passar por eleições. De quebra, acreditam uns, blindaria algumas de suas lideranças, os presidentes da Câmara e do Senado.



Interessaria ainda alguns setores da oposição, que vislumbram aí um governo de coalizão, no qual teriam um papel preponderante, cacifando-se para as eleições de 2018. É claro que tem outras correntes que não veem isso com bons olhos, pois se tudo der certo, que poderia sair cacifado seria o PMDB, que poderia, perfeitamente, pensar na continuidade.

Por outro lado, no caso de toda a chapa ser cassada, o próximo na lista de sucessão é justamente Eduardo Cunha, que governaria o País por 90 dias para zelar por uma transição pacífica e limpa – a ver. Existe ainda a hipótese de Cunha e até mesmo o presidente do Senado, caírem com as investigações da Lava à Jato. Aí toda a correlação de forças mudaria e com ela o destino de Dilma passa a ser novamente incerto.

O fato é que o tal “alguém” sugerido pelo vice-presidente, recentemente, para aglutinar o País, está difícil de ser encontrado. “Alguém” com liderança, trânsito, competência, aptidão e gosto para o cargo, quem seria no atual cenário? Os oportunistas de plantão estão à postos, especulando e tentando ocupar posições, mas muita água ainda vai rolar por baixo dessa ponte. Quem sobreviver verá