sábado, 22 de agosto de 2015

INOVAÇÃO É PIRATARIA?


Para o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, parece que sim. O ministro voltou os seus olhos, sanha arrecadatória e mania pelo Estado enxerido, contra o Netflix, o You Tube e WahtsApp, afirmando que eles tiram empregos dos brasileiros e que precisam ser regulamentados (entenda-se logo: taxados e cobrados dos patos de sempre, os contribuintes, o cidadão comum). O ministro se confunde, seja por ignorância ou má-fé, que na prática não se consegue taxas e muito menos regulamentar aplicativos. As inovações surgem todos os dias, regulamentou uma, surge outra. Debates regulatórios são, digamos assim, inevitáveis, mas não se pode matar a inovação, coisa que se transformou na obsessão dos burocratas, que adoram deixar tudo como está, seja no Brasil ou alhures.

O WahtsApp faz ligações instantâneas online, mas desde que os aparelhos estejam devidamente conectados à internet. Verdade que matou o serviço tradicional de mensagens (SMS), cobrados pelas companhias de telecomunicações, mas que continua faturando com o tráfego via rede. Mas, quando sentiram o calo apertando no sapo, elas foram correndo ao ministro, afirmar que se trata de um produto pirata, que age à margem da lei, que deu razão imediata as teles, mesmo contrariando o presidente da Anatel, que declarou o óbvio: não se regulamenta aplicativos.

Na mira dos reguladores estão outros aplicativos, como o Uber, que conecta motoristas particulares e passageiros, que provoca a ira dos taxistas, o Airbnb, que disponibiliza alugueis por temporada, que já provoca calafrios no setor hoteleiro e o Netflix , serviço de TV por internet, que já está infernizando a vida, e os lucros, dos serviços de TV por assinatura.

O governo deveria se preocupar, mas não se preocupa, é com a inovação brasileira, criar um ambiente propício para que empresas brasileiras avancem na inovação e sejam bem sucedidas na área de internet. Aí si, meu caro ministro, criando empregos e renda aqui dentro. No mais, regulamentar aplicativos é coisa de que pensa e vê, a inovação com olhos e raciocínio do início do século passado, para ser generoso com sua excelência.