quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

AFINAL, O QUE PODEMOS ESPERAR DE 2016?


Uma coisa que sempre me intriga é ver que tantas cabeças (bem) pensantes no Brasil não são capazes de enxergar onde está, de verdade, a raiz dos nossos problemas. Ou melhor: as cabeças pseudamente pensantes que realmente importam.

A mim, pobre mortal, parece que a necessidade de um ajuste fiscal versus a fragmentação política – que impede qualquer aprovação das reformas necessárias – é o centro, a raiz dos nossos problemas atuais.

E o que, afinal, pode acontecer? Abandonar, como muitos querem, qualquer ajuste econômico/fiscal vai nos fazer, finalmente, sair da beira do abismo e nos lançarmos abaixo rumo à morte tantas vezes anunciada. A outra possibilidade, a união das forças políticas minimamente responsáveis em torno de um projeto, viável, de ajustes voltados para o crescimento, parece cada vez mais improvável, com cada uma delas olhando para o próprio umbigo, pensando em como tirar proveito da situação. 
Ninguém pensa que se formos parar de fato bem lá no fundo do poço, seja quem for, o poderoso de plantão enfrentará gigantescas dificuldades para colocar o trem novamente nos trilhos. Convulsão social é um cenário bastante provável.

E aí, o que nos espera em 2016?
 
Nada? Nenhuma surpresa? Vamos como bons cordeirinhos esperar que pela obra e caridade do Divino Espírito Santo as coisas se resolvam por elas mesmas? Não importa o que aconteça no cenário internacional, não importam os movimentos da China, os juros nos Estados Unidos, as guerras no Oriente Médio, o naufrágio bolivarianista na América Latina... nada disso nos afetará, enquanto esperamos que algum milagre aconteça?

Será que tudo o que almejamos seja mesmo que 2016 seja mais ou menos (um pouquinho pra lá, um pouquinho pra cá) igual a 2015? É difícil de acreditar que, para um contingente expressivo do nosso país, esta seja a melhor alternativa e que tudo acabe se resolvendo por si mesmo.

Eu, sinceramente, gostaria de, pelo menos ter alguma surpresa. Agradável, com certeza.