domingo, 24 de janeiro de 2016

POR QUE OS ELETRÔNICOS PARA VESTIR NÃO COLARAM?


Confesse: quantas vezes você não esteve prestar a comprar, ou terminou comprando, uma daquelas
geringonças eletrônicas, chamadas “vestíveis” e terminou se arrependendo? Com certeza, aquela que você comprou por impulso, hoje habita o fundo de alguma gaveta, passados os primeiros momentos de euforia com o novo brinquedo.

As previsões, incluindo aí as de especialistas, eram que os “vestíveis” haviam chegado para ficar e que gerariam milhões de dólares para seus fabricantes. Quem não lembra do Google Glass, dos relógios da Apple, e mais recentemente, os da Samsumg e a startup Pebble? Pulseiras, relógios, óculos, sutiãs, camisas, tênis etc., estavam previstos para “bombar” e se tornarem produtos convencionais até, no máximo, 2018, mas tiveram todas as suas previsões adiadas, as mais otimistas, para 2019.

As explicações para o “fracasso” atual dos vestíveis, estão, em primeiro lugar, na dependência das geringonças com os smartphones. O consumidor passaria a usar dois aparelhos, o que deve ter feito muito gente optar, simplesmente, por mais um aplicativo, dentro dos seus smartphones mesmo.  Como se não bastasse, apesar dos esforços, a maioria absoluta deles são feios. E mais: todos perceberam que se tratava de uma tecnologia que não parece estar completamente pronta. Falta sempre uma coisinha ou outra. Mas são coisinhas, capazes de esfriar o ânimo dos consumidores, por mais nerds que eles sejam.

Mas ao que tudo indica, a principal barreira mesmo é o preço. Um relógio inteligente, que por sinal não é tão inteligente assim, custa aproximadamente o mesmo que um smartphone de ponta e não faz nada melhor, pelo contrário, que eles. Então, para que duplicar o número de geringonças a carregar que tem, a rigor, as mesmas funções?

Mas, se você é daqueles que vive sonhando com os novos aparelhinhos, não se desespere. Todas as empresas continuam investindo pesado nos vestíveis e, em futuro próximo, eles devem superar as barreiras e se tornarem o xodó dos nerds, como você, espalhados por todo o planeta.