quinta-feira, 3 de março de 2016

DE 37 PODEMOS SALTAR PARA 97 PARTIDOS. QUEM AGUENTA?

De 4 em 4 anos...
O país hoje tem nada menos 35 partidos e podemos chegar a inacreditável número de 97. Isso mesmo: 97 partidos. São 62 agremiações que pretendem se viabilizar. Alguns são - no mínimo exóticos, como o Partido Universal do Meio Ambiente, o Igualdade, o Partido dos Serviores Públicos e da Iniciativa Privada do Brasil (?), além do Partido de Organização Democrática dos Estudantes, o Partido do Combate ao Desemprego e - acreditem, é verdade, o Partido Nacional Corinthiano.
Nós, os eleitores.

Obviamente, tenho certeza, o caro eleitor, não fazia a menor ideia sobre o número de partidos existentes, muito menos da possibilidade, apocalíptica, de termos em breve nada menos que 97 agremiações. Mas não se preocupe, segundo pesquisa do Ibope, divulgada na coluna de José Roberto de Toledo, no Estadão, nada menos que 77% não quiseram nem arriscar dizer a quantidade de siglas partidárias existentes no País. 23% chutaram um número e só 2% acertaram.

Partidos que são uma piada pronta
Qualquer pessoa minimamente sensata concorda que 37 já é demais. Nada menos que 84% dos brasileiros concordam com isso. Pensar em quase 100 partidos é um insulto, um achincalhamento total. Não é a toa que 77% dos entrevistados acreditam que já está na hora de diminuir o número de agremiações partidárias.

O que há por trás dessa sanha de criação de partidos? Nada relativo a um bom combate político e muito menos a defesa de alguma causa razoável ou não. No Brasil fundar um partido é um bom negócio, só superado mesmo pela criação de uma igreja. Partidos no Brasil não pagam impostos, gaham tempo de graça no rádio e na TV para falarem qualquer coisa, duas vezes por ano, podem negociar com outras siglas o tempinho a quem têm direito, o que rende um dinheirinho ou outra vantagem mais cabeluda, isso sem falar nos "trocados" do tal Fundo Partidário. 

97 partidos. Quem aguenta?
Ok, picaretas existem em todos os segmentos da sociedade, mas se os políticos minimamente sérios, ou pelo menos ciosos dos seus espaços e benesses não tomarem nenhuma providência e continuarem aprovando a criação ad infinitum de novos partidos a casa vai cair. Vai chegar uma hora que o andar de baixo vai dizer chega! E aí podem acreditar, ninguém vai se salvar.