sexta-feira, 18 de março de 2016

LULA E UM CAMARADA JUMENTO “AMIGO” MEU

No mais desculpas ao ruminante pela comparação
Fui, por esses dias, surpreendido com desaforos, o menos agressivo, de coxinha, por conta de um post em minha página no Facebook, quando classifiquei de "tiro no pé" a ida do ex-presidente para a Casa Civil da Presidência. Continuo achando. O que o meu, não sei se ainda, amigo, talvez pelos ânimos exaltados e seu exacerbado partidarismo, provavelmente não entendeu. 

Como não é possível, ainda, desenhar, nem aqui, nem no Face, vou tentar explicar novamente:
 
Não estava fazendo julgamento do ex-presidente. O que disse, e repito, é que achei a precipitada ida para a Casa Civil da Presidência, na verdade uma manobra desastrada. Acho que Lula estaria melhor fora do Governo. Teria sempre a oportunidade de voltar para “consertar as coisas”, considerando-se a hipótese, altamente provável, deste governo estar indo pro ralo. 

Ao assumir o cargo de timoneiro do barco, no caso do seu praticamente inevitável naufrágio, será levado junto. Não se sustenta o argumento de que, no governo, Lula possa dar uma guinada na política econômica e muito menos, graças ao seu especial tirocínio, tirar o Brasil da crise. Se tem poder para influenciar Dilma, não precisa de ministério para isso. Ninguém em sã consciência vai achar que, só por estar na Casa Civil, esse poder de persuasão será exponencialmente aumentado.
 
Quanto a articulação política Lula não precisa do cargo para exerce-la. Uma simples sala, em qualquer edifício comercial de Brasília, seria mais do que suficiente para transformá-la em local de peregrinação das forças políticas, que deram, dão e estão ansiosas para continuar dando apoio ao governo.
 
Resta a questão, digamos assim, jurídico/policial. Ah! o Moro. Eu acho que Lula estaria melhor nas garras do Moro. Teria, assim, infinitas possibilidades de recursos, entrar em uma batalha jurídica e política, como vítima, até chegar ao Supremo, que – pelo que se sabe agora – talvez não seja tão generoso com o atual ministro, adjetivado, pelo ex-presidente como acovardado. No Supremo, como se sabe, a decisão é definitiva, não cabe recurso.

Poderia Lula, se no governo não estivesse, desgrudar-se de Dilma e manter a sua liderança, numa certa medida é claro, intacta. Agora está atrelado a ela, para o bem ou para o mal.  Além disso, não tem como escapar da suspeita de que aceitou o cargo, ainda mais com a pressa e as trapalhadas habituais, para escapar simplesmente do juizado de primeira instância.

Com isso, como se não bastasse, os ânimos, de parte a parte, foram estimulados e devidamente exacerbados, inclusive, agora, pelo discurso da presidente, e demais presentes a cerimônia de posse, onde a pompa e as circunstâncias foram as favas, para dar lugar a um clima de comício. 

É isso, meu caro amigo, o ex, sei lá. O Lula provavelmente não seguiria o meu conselho. Mas e daí? Não sou assessor do ex-presidente. No mais seria bom se todos pudessem ter suas opiniões expostas, sem precisar ouvir desaforos. Mas enfim, estou me lixando. Vou continuar dizendo o que penso, pois, ao contrário do “amigo” devidamente alojado nas proximidades das tetas do governo, onde mama há anos, fazendo um servicinho bem chinfrim, não devo nada a ninguém. Na minha canoa mando eu.