segunda-feira, 16 de maio de 2016

NINGUÉM SAIU MAIS RICO DO MEU GOVERNO


Podemos nos orgulhar do fato de que, em cinco anos e meio, nenhum homem ou mulher que trabalhou para o meu governo dele saiu com mais bens materiais do que quando aqui entrou. Nenhum funcionário ou funcionaria teve qualquer lucro às custas do bem comum. Isso diz muito sobre quem vocês são. Erros foram cometidos, sim, mas nunca em proveito próprio. Gostaria muito de ser rico para poder compensa-los pelo serviço que prestaram à nação”.

As frases acima foram pronunciadas por Richard Nixon, ao se despedir de assessores e membros de gabinete, aliados mais fiéis, logo após ter renunciado a presidência dos Estados Unidos por conta do escândalo que ficou conhecido como Watergate, a desastrada operação de espionagem contra o Partido Democrata.

Nixon, como lembra a jornalista Dorrit Harazim, em sua coluna em O Globo, com o título “As cinzas do poder” havia sido reeleito com uma maioria de 61% dos votos e que chegou aos 68% de aprovação ao encerrar o envolvimento americano na Guerra do Vietnã, estava amargando nada mais de 20%, por conta do Watergate.

Ao perceber que não conseguiria escapar de um processo desgastante no Congresso, Nixon renuncia mas falando do futuro, “em que o nosso foco deve se concentrar na paz externa e na prosperidade interna”. “Nunca fui de desistir”, disse Nixon, “sair da Presidência antes do término do meu mandato é contrário a cada instinto do meu corpo mas” – notem a diferença – “mas decidi fazê-lo para colocar os interesses dos Estados Unidos em primeiro lugar”.

Seja sincero: você conhece algum político brasileiro que possa dizer com toda sinceridade as frases lá de cima, sem corar, como pergunta Harazim? E que tenha a grandeza de colocar o país em primeiro lugar, renunciando aos seus interesses particulares, até mesmo a sua história,  permitindo que se vire a página da história, falando, como ressalta Dorrit, voltado para o futuro e para os interesses maiores do país?

sexta-feira, 13 de maio de 2016

SAÍDA DE DILMA: NÃO HÁ O QUE COMEMORAR.


Com exceção daqueles que enxergam o mundo e suas vidas, unicamente pela ótica de Deus e o Diabo na Terra do Sol, a eterna luta entre os contrários, o bem versus o mal, sem nenhuma chance para soluções intermediárias. Seja lá qual for o lado, de uns e outros, não vejo motivo para comemoração. Um processo de impeachment não é um remédio indolor e Dilma não é Collor. Sai um entre outro e tudo está resolvido. Antes fosse.

E é bom esclarecer que estou entre aqueles que acham que a presidente deveria sair, e quanto mais rápido melhor. Dilma não tinha mais nem apoio político e, muito menos, o que é mais importante, da maioria da população. A piora de todos os indicativos socioeconômicos, não conheceu nenhum plano/projeto para superá-los. Colocar a culpa na oposição é conversa para a militância.

Não dá, também, para comparar com o clima vivido pelo país quando do impeachment de Collor. Ele saiu, ou foi saído, sem respaldo algum, sequer da sua comentada “tropa de choque”. Dilma tem um partido e o apoio de inúmeras organizações, além de uma boa parte da população – não importa se minoria – que deseja a sua permanência no poder. Como se não bastasse, ainda que a maioria da população desejasse a saída da Dilma, ela não apoia o governo de Michel Temer. Na verdade sequer conhece Michel Temer.

Em seu pronunciamento de despedida Dilma deu inúmeras "senhas" para o futuro do comportamento dos seus aliados, que podem ser resumidas num “vamos resistir e faremos o possível e o impossível para não dar sossego ao golpista Temer e seus aliados”. O novo governo enfrentará tempos difíceis que independem, inclusive, da oposição arraigada que lhe farão o PT e seus aliados. Começa pela conquista da confiança da população, tarefa nada fácil para um governo que precisa fazer muito em pouco tempo.

Além disso,  achar que o governo Temer será a salvação da lavoura é muita ingenuidade – e não estou me referindo a competências. O buraco em que nos encontramos não é pouco profundo. Nenhum governo, por mais competente que seja, será capaz de resolver em nossos problemas em pouco tempo. Não será inclusive o sucessor de Temer, seja lá quem for, o salvador da pátria. Temer, na hipótese de que venha, realmente, a tomar as medidas necessárias, o terá de fazer em pouquíssimo tempo. Se terá competência e mais do que isso poder, só o tempo dirá. Não dá pra deixar de considerar que mesmo nas previsões mais otimista o Brasil só começará a sair, efetivamente, do buraco dentro de uns 10 anos. Mas, ainda assim, Temer deverá demonstrar, já nos primeiros dias, que será capaz de enfrentar os graves problemas brasileiros.

Não é demais lembrar, também, que o presidente em exercício, pode também ser posto para correr, caso prospere a sua cassação, e a da presidente, pela via do TSE, onde está em andamento  processo contra a dupla.

O que teremos, enfim, pela frente são tempos difíceis extremamente difíceis, nada que mereça ser comemorado.

O POVO. CADÊ O POVO NA SAIDA DE DILMA E NA ENTRADA DE TEMER?


Apoio institucional, mas precisa conquistar confiança do povo
Temer começou o seu governo e o povo não está lá. Dilma encerrou o seu governo e o povo também não estava lá.

Apoio da militância, perdeu a confiança da população
A pergunta do título e as duas frases que se seguem são meramente metafóricas. O "povo" estava lá, sem estar, fisicamente. Não foram poucas as pressões populares pela saída e pela permanência da presidente. Ontem, no entanto, o povo estava onde precisa estar: trabalhando ou procurando trabalho, sem entusiasmo para chorar ou saudar a que sai ou o quem entra. Queira Deus, que além disso, esteja consciente de que não precisa, nem quer,  “homenagear” quem entra ou quem sai. Esteja consciente de que precisa “apenas” fiscalizar.

Mas não deixa de ser interessante notar que, depois das grandes manifestações contra a favor da saída de Dilma, pouca gente tenha se dado ao trabalho de dar pelo menos uma olhadinha na despedida da presidente e na posse, atípica é verdade, do novo mandatário.

Ora, direis, mas tinha um bocado de gente se despedindo da presidente. Tudo bem, mas eram sobretudo militantes. Algumas centenas de militantes, mas muito longe da quantidade de pessoas que estiveram manifestando a sua desaprovação ao impeachment.

Teria o povo desistido de ser protagonista dos últimos acontecimentos? Provavelmente não. Os apoiadores da Dilma ainda possuem muita influencia para arrebanhar “o povo” para protestar contra o novo governo. MST, CUT, UNE, MTST, entre outros estarão a postos para fazer bastante barulho contra o governo Temer.

O novo presidente, por outro lado, não pode se enganar achando que as multidões que saíram às ruas para pedir a saída da Dilma estariam dispostas a lhe passar um cheque em branco, lhe dar um apoio integral e compreensivo. Sintomático foi constatar que apenas um, um único cidadão se dispôs a “prestigiar” a posse do novo presidente, do lado de fora do palácio.

Dilma sai do governo, mas nos braços e no amparo dos seus apoiadores e de uma boa parcela, ainda que ausente, da população, que recebeu benefícios do seu governo. Temer entra, com apoio da classe política e do mercado, mas está muito longe de ter o básico para uma boa governança e para as reformas que vai precisar fazer, que é o apoio popular, a confiança do povo.

O quanto poderá conquistar e o quanto de oposição poderá aguentar só mesmo o tempo dirá. Resta saber o quanto de paciência o povo, aquele fora das manobras das militâncias, que tem muita pressa na solução dos seus problemas, terá com o governo Temer, esse presidente desconhecido pela maioria absoluta da população.

Temer não terá muito tempo. Chegou ao poder sem voto. Precisa conquistar legitimidade, precisa apresentar resultados imediatos para conquistar o tal de povo, que não o colocou lá, está descrente dos políticos em geral e quer soluções imediatas para seus problemas.

Conseguirá? A ver.



quarta-feira, 4 de maio de 2016

ELEICOES 2016 – Tudo o que você precisa saber.


Já estão no ar todos os segmentos da primeira série de entrevistas do programa Eleições 2016 – tudo o que você precisa saber, que o Luiz Henrique Romagnoli e eu estamos apresentando na Rádio da Assembleia Legislativa, com dicas, informações e entrevistas com alguns dos mais renomados profissionais do marketing político.

A primeira série é com a especialista em marketing político e redes sociais, Carolina Zanqueta, que em 9 segmentos fala sobre: A pré-campanha, o que muda na área digital; A importância das mídias digitais em 2016; Conteúdo: o que o candidato precisa ter nas mídias sociais; Como é que as campanhas funcionam nas redes sociais; Como montar uma boa equipe para uma campanha de sucesso nas redes sociais; Profissionalização. O fim do amadorismo na rede; A importância do conteúdo e da interação para ter sucesso; Doações de campanha. Novidade a ser trabalhada; A evolução das campanhas no ambiente digital.

São informações importantes com muitas dicas que vão ajudar candidatos e seus assessores a planejarem melhor as suas campanhas para as próximas eleições


Para ouvir basta acessar os links abaixo:









E, se você quiser mais informações e dicas ou tirar dúvidas, escreva pra gente:





AZARÕES PRONTOS PARA ASSUMIR A PRESIDÊNCIA.


Em mais uma pesquisa do Ibope sobre a intenção de voto a presidência, nenhum dos candidatos “tradicionais” se deram bem. Nenhum dos possíveis personagens avançou. O mais interessante, no entanto, foi a constatação de que boa parte dos brasileiros, nada menos que 62% querem eleger um novo presidente já.  O problema, no entanto é que poucos, muito poucos, gostam das alternativas que estão colocadas.

Só 25% defendem a permanecem de Dilma e apenas 8% afirmam preferir um governo comandado por Michel Temer. As opiniões dos que votaram em Dilma estão divididas, praticamente meio a meio: 45% a favor da continuidade, 44% por uma nova eleição.

Aécio Neves, que chegou a ter 51% das intenções de voto em 2014, chegou em abril, quando foi realizada a pesquisa, a 32% e viu sua rejeição crescer de 44% para 53%.

Geraldo Alckmin tinha 29% caiu para 24%, rejeitado por 53% e desconhecido para 22%. Serra saiu dos 32% para os 28% atuais. É rejeitado por 54% e desconhecido por 16%.

Lula, de 58% em 2014 foi para 31%,
com uma rejeição em nada menos que 65%.

Marina, que tinha 56% de potencial de voto está agora com 39%. E a rejeição foi de 42% para 46%, enquanto Ciro Gomes não saiu do lugar. Tinha 20% e tem agora 19%, com uma rejeição também estável em 45%.

Jair Bolsonaro, que entrou pela primeira vez na pesquisa, chegou com 11% de potencial de votos, com uma rejeição menor que os demais, o que se explica, provavelmente, por ser o mais desconhecido (54%).
 
A conclusão é óbvia: está aberta a temporada para azarões e desconhecid