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Mostrando postagens de Outubro, 2016

3 TIPOS DE ELEITORES DECIDEM AS ELEIÇOES

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Um estudo recente do Ibope concluiu que foram basicamente três, os grupos que compuseram o eleitorado nas campanhas para prefeito deste ano, com comportamento e ideias bem diferentes entre si.

O estudo, cuja síntese foi publicada por José Roberto Toledo, em sua coluna no Estadão, agrupa indivíduos com opiniões similares e depois separa esses grupos segundo divergências. É a tal análise cluster.


Mas vamos aos tipos:
-o primeiro grupo (36% do eleitorado que foi votar) é composto por indivíduos que afirmam decidir o voto para prefeito mais cedo, assim passam a conhecer os nomes dos candidatos. Essa turma não anula e não vota em branco. E dois em cada três tem preferência por algum partido. E não se limitam a escolha dos seus candidatos, são ativos durante o período das campanhas, postando e compartilhando conteúdos,

RENAN E OS JUIZECOS -

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Ok, todo mundo sabe bem quem é Renan Calheiros e tem motivos para fazer os mais variados conceitos sobre o Presidente do Senado, principalmente depois das suas últimas declarações espinafrando um juiz de primeira instância e o atual Ministro da Justiça. Ok, ok. Mas não é muito estranho que a Presidente do STF tenha resolvido marcar para o próximo dia 3 o julgamento de uma ação que pode ameaçar a permanência de Renan na presidência do Senado? Todo mundo sabe, também, que o senador é alvo de ao menos 11 inquéritos no STF que até agora dormiam em berço esplêndido pela gavetas da Suprema Corte. E de repente... justo quando a ministra Carmen Lúcia sai em defesa do juiz de primeira instância, afirmando que "onde um juiz for destratado, eu também sou", ela encontre de súbito, como quem não quer nada, um espaço na agenda do tribunal, para acordar um dos inquéritos contra Renan. Tudo muito estranho. E ditadura do judiciário, é bem lembrar, que não é nada melhor, ou mais suportável q…

SERIAM, POR ACASO, DEUSES OS NOSSOS JUÍZES?

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Não, por enquanto não me refiro aos heróis do momento, os doutos arautos da moralidade nacional. A minha questão é sobre a tal justiça eleitoral e o vale-tudo a que candidatos e campanhas estão expostos, dependentes apenas dos humores de suas excelências, os juízes eleitorais.
Pra começo de conversa a tal de Justiça Eleitoral, tal como é hoje, só existe no Brasil, onde além de organizar as eleições, que atualmente acontecem a cada dois anos, possui ainda a peculiaridade de normatizar, fiscalizar e julgar. E, é claro, com tantas atribuições possui um gigantesco quadro de funcionários, incluindo aí os deuses deste Olimpo, os juízes eleitorais.
E é sobre eles, este post. Recentemente o juiz da fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, Marcelo Rubioli, ao conceder dois direitos de resposta ao candidato do PRB, Marcelo Crivella, dentro do programa de Marcelo Freixo, do PSOL, deu-se de falação, altamente subjetiva, para justificar os seus atos.
Para o juiz, a campanha no s…

OS LIMITES DO ESTADO E AS TETAS DA VACA

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Todas as vezes em que se fala em limites do estado, no Brasil, ouve-se a mesma ladainha sobre os cortes dos investimentos nas questões sociais. 
Ninguém, em sã consciência vai aprovar cortes de gastos na saúde e na educação, mas é preciso saber de onde surge o dinheiro para custear não só a saúde e a educação como todos os demais setores que precisam do Estado, não para que ele ofereça graciosamente suas tetas para o projeto dos demagogos de sempre, em busca de um “emprego” numa boa repartição ou, de preferência, numa estatal bem fornida de dinheiro.
Está mais do que na hora de começarmos a fazer uma distinção clara do que é trabalho e o que é emprego. Ao se discutir limites do Estado, limites de gasto, vai ser preciso mudar nossa noção de competência e fazer uma gigantesca mudança nos inacreditáveis privilégios do funcionalismo público (aí incluídos políticos, seus afilhados, além de segmentos como a magistratura). E obrigar toda essa gente a prestar constas dos seus gastos. E governan…

REFORMA POLÍTICA NÃO É REFORMA FINANCEIRA

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O Congresso volta a discutir a tal reforma política. Com umas mudanças aqui outras acolá, nada de muito importante ou substancial, o que domina mesmo as discussões é o tal de financiamento das campanhas.
Sobre o modelo, o formato das campanhas, por enquanto poucas ideias. Parece que ninguém se toca sobre a importância do formato na composição dos custos. Para os incautos, de sempre, que exaltaram o fim das contribuições empresariais como um freio a corrupção e a abertura de oportunidades para os menos afortunados fica a lição dessa última eleição: candidatos milionários se autofinanciaram e/ou doaram para seus aliados, criando uma rede de dependência semelhante com as bancadas ainda identificadas pelo financiamento empresarial no Congresso.
A simples e boa consulta ao eleitorado e umas rápidas conversas com profissionais de comunicação e cientistas políticos poderiam orientar os ilustres parlamentares sobre o que desejam os eleitores como fonte de informação para decidirem os seus vot…

ELEITORES ESTÃO DEFININDO VOTO NA ÚLTIMA HORA

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As “flutuações” nas pesquisas que registram, em cima da hora, mudanças radicais nas eleições tem uma explicação: pelo menos um em cada três eleitores decidiram o voto próximo ou mesmo no dia da eleição. Esse opção, pelo voto na reta final foi constatado em pesquisa realizada pelo Ibope, publicada no jornal O Estado de São Paulo, por José Roberto de Toledo, no último dia 24, revelando que 19% do eleitorado escolheu seu candidato no dia da eleição, juntando-se a outros 15% que disseram ter feito a escolha em dias próximos a ida às urnas. Ou seja, nada menos que um terço do eleitorado deixa para decidir o voto em cima da hora.
E é justamente este terço dos eleitores que está derrubando candidatos e elegendo aparente “azarões”. A pesquisa revela que este percentual varia de acordo com o número de habitantes das cidades. Chega a 45% naquelas com mais de 500 mil habitantes, a mesma taxa média das capitais, enquanto nos municípios menores, uma sólida maioria (63%) decide o voto já no início d…

I LIKE TO TRUMP AND BOLSONARO

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Escrevi recentemente sobre o meu interesse em tudo que envolve Donald Trump. Seus comentários racistas, xenófobos, machistas, sua inexperiência enquanto político, as acusações de sonegação de impostos e os abusos sexuais tudo me interessa, principal e basicamente por ter descoberto que nada menos de 40 milhões de americanos estão se lixando para tudo isso, mantendo-se fiel à sua candidatura. O que faz com que todas essas pessoas, abracem, sem qualquer constrangimento, ideias que há bem pouco tempo estavam apenas nos sussurros e nas entrelinhas de candidatos e eleitores? Classificar, genericamente, todas essas pessoas como reacionárias e direitistas não esclarece nada. Afinal quem são elas e será que vivem apenas nos Estados Unidos?
E esse meu interesse só aumentou – e muito – quando tomei conhecimento que ex-petistas e ex-MPL organizaram ato pró-republicanos para evitar uma “nova Dilma” nos EUA. O advogado Leandro Mohallem (sim, um descendente de árabe) e Dennis Henrique Possani Heider…

I LIKE TRUMP

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Descobri que sou um adepto do "trumpismo". Sigo com entusiasmo pronunciamentos, debates, noticiário sobre escândalos... Tudo que se refere a Donald Trump procuro tomar conhecimento. E estou convencido que Donald pode até sair de cena (o que provavelmente acontecerá), mas o seu legado, o trumpismo permanecerá. 

Mas afinal a que se deve o meu entusiasmo? Em primeiro lugar ao fato de Donald Trump escancarar ideias, conceitos e um monte de coisas consideradas até então como bizarrices, colocando-as na ordem do dia, de uma forma, vale frisar, sem qualquer comedimento. Seus comentários racistas, xenófobos, machistas, sua inexperiência política e acusações de sonegação de impostos e de abusos sexuais, tudo às claras. Em segundo lugar por ter descoberto que nada disso foi capaz de incomodar ou de diminuir o entusiasmo de mais de 40 milhões de pessoas que mantêm-se fiéis a sua candidatura. Algo equivalente a população de vários países, como as da Espanha e Argentina, por exemplo. 

Sou …

DE VOLTA COM O BLOG DO MENA

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Depois de muitas semanas, quase meses, estamos de volta com o Blog. Foi um tempo para refletir melhor sobre conteúdos e o que pretendemos com ele. Vai continuar sendo, prioritariamente um blog relacionado com o noticiário político, com ênfase, no entanto, com  questões relacionadas ao marketing político e eleitoral. Mas comentários e noticias relacionados a comportamento social também marcarão presença, além de comentários (ainda que minoritariamente) sobre propaganda.

Pra começar vamos de propaganda mesmo: a notícia li no Blog do Brain O lado B da Propaganda, ótima leitura para quem quer se informar sobre propaganda fugindo dos estereótipos. No último post, segue o link  (http://blogdobrain.com.br/desculpe-o-trocadilho-mas-agora-…/ ) a questão abordada é um novo modelo de remuneração para as agência, deflagrado pelo MacDonalds, diretamente relacionado a uma política de retorno do investimento proporcionado pela veiculação das campanhas. Deu resultado? Paga-se. Ficou no zero a zero?…