quinta-feira, 20 de outubro de 2016

I LIKE TRUMP

Descobri que sou um adepto do "trumpismo". Sigo com entusiasmo pronunciamentos, debates, noticiário sobre escândalos... Tudo que se refere a Donald Trump procuro tomar conhecimento. E estou convencido que Donald pode até sair de cena (o que provavelmente acontecerá), mas o seu legado, o trumpismo permanecerá. 

Mas afinal a que se deve o meu entusiasmo? Em primeiro lugar ao fato de Donald Trump escancarar ideias, conceitos e um monte de coisas consideradas até então como bizarrices, colocando-as na ordem do dia, de uma forma, vale frisar, sem qualquer comedimento. Seus comentários racistas, xenófobos, machistas, sua inexperiência política e acusações de sonegação de impostos e de abusos sexuais, tudo às claras. Em segundo lugar por ter descoberto que nada disso foi capaz de incomodar ou de diminuir o entusiasmo de mais de 40 milhões de pessoas que mantêm-se fiéis a sua candidatura. Algo equivalente a população de vários países, como as da Espanha e Argentina, por exemplo. 

Sou daqueles que vibram quando ideias desse tipo são apresentadas abertamente e nos permitem descobrir que não são coisas de um maluco solitário qualquer. Gente como Donald Trump fazem, em minha opinião, falta ao Brasil. Aqui, noves fora uns dois ou três, ninguém se apresenta com um ideário tão a direita como Trump. Seria bom, saudável para a tal da nossa democracia. No mínimo para percebermos com clareza quantos, entre nós, professam os mesmos ideias. Mas, por aqui, alguns dos maiores direitista envergonham-se do seu ideário e se apresentam, quando muito de "centro".

Boa parte dos analistas políticos insiste na tese de que os eleitores de Trump são compostos por uma gente irritada e farta dos políticos tradicionais, com baixo nível de escolaridade e "majoritariamente brancos". Noves fora esses aí, os tais de "brancos", vamos encontrar paralelos em praticamente todos os lugares e em candidatos aparentemente insuspeitos. Aqui, inclusive.

Existe, com toda certeza, aqui no Brasil, um eleitorado, bem significativo, capaz de abraçar ideias "exóticas", como as Trump. Indícios há. E muitos. O que penso é que seria saudável para a nossa democracia que todos se assumissem, sem medo. Eleitores e candidatos. Ajudaria termos mais claramente definidos, o que pensam, uns e outros.

Uma das coisas que precisamos, e com certa urgência, é a declaração de lados, como um todo. Chega de tanta gente escorregadia, todos se fingindo de progressitas, democratas e afins, quando na verdade o que desejam é nada mais que um regime/candidato muito a direita ou a esquerda, com todas ideias ruins que os extremos oferecem.