quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

COMENTARISTAS POLÍTICOS OU DE FOFOCAS DO PLANALTO?


Nos programas de notícias das rádios e TVs e nos artigos de jornais, com as honrosas exceções de sempre, me assusta o peso que é dado as futricas palacianas, às intrigas políticas do Congresso e os escândalos de corrupção das dezenas de dezenas de operações deflagradas pela Polícia Federal e o Ministério Público.

Eu conversei com o fulano, sicrano me segredou, o que se comenta no cafezinho... são os chavões, entre outros, usados como entrada para comentários e artigos. Além dessa forma torta, uma vez que usada a exaustão, choca a disparidade de tempo empregado em detrimento de assuntos mais importantes, alguns decisivos, para recuperação da economia e soerguer instituições, avacalhadas nos últimos anos.

A ênfase, dada exclusivamente as estrepolias dos políticos, deixando praticamente sem menção os assuntos que, mesmo insuficientes, são vitais para a nossa recuperação, a mídia presta um enorme desserviço ao País. Insufla o ódio aos políticos e a política, deixando de lado o seu dever imperioso de informar, esclarecer e ajudar a pensar.

Ora, direis, a culpa é dos políticos que se encontram chafurdando na lama da corrupção e passam a maior parte do tempo cuidando dos seus interesses, a maioria deles escusos mesma, e dando pouquíssima atenção ao que realmente interessa à nação. É verdade, mas ao debruçar-se com tanta ênfase nesses assuntos em detrimento de medidas, algumas inclusive que vem sendo tomadas, positivas, fomentam o ódio e o desprezo pela política, único caminho para sairmos do poço onde estamos afundados.

Não existe saída fora da política. O descontentamento e o radicalismo contra com os políticos e a política, fomentados e insuflados pela mídia, diariamente, é uma jogada de risco. Levados às últimas consequências são uma porta aberta para os populistas de plantão, os salvadores da pátria, tanto faz se à direita ou à esquerda, que nos levarão ao caos e a ditadura. Já vivemos coisas semelhantes e seria bom se aprendêssemos com a nossa história.

Informar bem os eleitores, ampliar a discussão das medidas urgentes que precisam ser tomadas, pode colaborar para que sejam eleitas pessoas melhores, com ideias e projetos necessários para superarmos as nossas dificuldades. Este é o único caminho possível para seguirmos em frente. O outro é apenas o caos.