quinta-feira, 25 de maio de 2017

A ESQUERDA BRASILEIRA PRECISA APRENDER A PENSAR. Consegue reunir cerca de 30 mil "militantes" numa manifestação, mas entrega tudo para os sempre presentes "mascarados" que a transforma, também como sempre, em baderna e vandalismo, pois não consegue parar para pensar em como manter sobre controle a minoria do tanto pior melhor.
Os ilustres deputados não ficam atrás: tomam de assalto a mesa da Câmara, com seus cartarzinhos e impedem a continuidade dos trabalhos. Não satisfeitos ainda protagonizam a velha cena dos empurrões e pontapés no plenário.
 
Será que 25/30 mil militantes não são capazes de controlar a turma do quebra-quebra, totalmente previsíveis, mas que ontem foram além das provocações a polícia para tentar destruir, incendiando prédios públicos e vandalizando equipamentos e computadores, atirados pela janelas dos ministérios.
Acham mesmo que os funcionários que fazem hoje faxina nos seus locais de trabalho e que passarão um bom tempo tendo que recuperar tudo o que foi perdido, quer queiram quer não, vão ficar felizes s solidários coma turba?
Hoje, em vez de estarem felizes e sorridentes com a demonstração de força de sua militância, colheram uma bela associação com a baderna e a esculhambação.
Será que não enxergam um potencial espetacular de possíveis apoiadores no mais de 10 milhões de desempregados, mais infelizes que os demais com o atual governo e que poderiam engrossar a tropa dos insatisfeitos, mas que não estão nem um pingo dispostos a apanhar da polícia e nem acham que a melhor solução para as suas vidas está na destruição do patrimônio público?
 
Será que ninguém nas hostes esquerdista consegue pensar que o "Fora Temer" não galvaniza ninguém entre as pessoas comuns, pelo simples fato de que a maioria absoluta da população não vê o presidente com bons olhos e só não vai na onda porque simplesmente não vislumbra ninguém para substitui-lo?
Ah, mas temos o Lula, acreditam. E quanto mais depressa coloca-lo lá melhor, pois assim escapa das garras do Moro. Será que não pensam que os atuais 30% de apoiadores não são suficientes para colocar o Lula lá, sem mais motivos que o de livra-lo da cadeia?
Ninguém se dá conta que é preciso apresentar um projeto, um plano de governo que vá além do recall dos dois mandatos do Lula, por mais positivas que sejam as lembranças dos seus dois governos?
"Eleições Diretas Já", va lá, mas com quem? É essa a pergunta que interessa a população. E muito provavelmente Lula não será uma atração capaz de amealhar uma maioria ampla, geral e quase irrestrita do eleitorado. Será que acreditam também que os demais candidatos de plantão vão deixar Lula correr solto numa campanha onde, gostem ou não, ele entra com um espetacular rabo de palha?
E o projeto? Temos algo melhor que a vingança do "fora Temer", "volta Lula" e "não as reformas"e "tudo o que está aí" é que o País tanta deseja e precisa?
Acham mesmo que, seja lá quem for, o vencedor dessas hipotéticas eleições vai conseguir tocar o País pra frente sem fazer nenhuma dessas reformas?
O Brasil está a deriva, num mar tempestuoso, a espera de um comandante que tenha mais que a vontade de tomar o leme pelas mãos. Seja lá quem for precisa de um plano, um projeto crível e viável para a chegada, mais ou menos incólume, ao próximo porto. É preciso alguém, que consiga conectar pelo menos dois neurônios e pense bem no que fazer. E que convença os passageiros desta nau desgovernada do que fazer, que rota vai adotar. Nos transformarmos numa próxima Venezuela é que não vai dar.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

ABRINDO A TIME LINE ÀS BESTAS DO APOCALIPSE



Prestes a publicar uma nova página no Face, como “Figura Pública”, me deparei com um velho dilema. Não foram poucas as vezes em que dei “likes”, alguns acompanhados de comentários solidários, para muitos amigos,  irritados com posts de conteúdo ofensivo, não só às suas ideias, como pela forma grosseira com que se referem a qualquer um que lhes ofereça um contraditório. Fartos, decidiram não só apaga-los, como deletar, também, essas pessoas de suas vidas no Face.

Eu mesmo, confesso, já fiz isso também. Mas, nesse momento, decidi ir em sentido contrário: vou abrir a minha página, assim como o Blog do Mena, para qualquer um que queira comentar qualquer coisa, mesmo correndo o risco de transformar a time line em um ringue. Preservarei a minha página pessoal, fechada aos amigos e familiares, com questões – digamos assim – mais brandas.

A razão é, de certo modo, simples: Estamos perto, muito perto, de uma campanha eleitoral que será, com toda certeza, demasiadamente acirrada, marcada pela carência de lógica e pela polarização. E aí você deve estar se perguntando: vai abrir espaço para isso? Sim, essa é a ideia. Abrir não só para o debate político, não importa o nível, e para outras ideias que na maioria das vezes o destino seria a lata de lixo.

Sim, o radicalismo derruba a democracia, a boa convivência entre as pessoas e passa longe da verdade. A opção pelo ódio e a recusa ao contraditório é atraente, pois fica fácil jogar a culpa de tudo de ruim nos outros, nas pessoas que discordam dos seus argumentos. É o que talvez explique, a quantidade de indivíduos que esgrimem esse tipo de ideias, que os deixam confortavelmente imune às críticas.

Apesar disso, quero, de forma absolutamente otimista, abrir espaço para reflexões e diálogos até mesmo com as “bestas do apocalipse”, aquele tipo de gente que só enxerga o paraíso nas suas ideias e o apocalipse nas dos outros.  Quero acreditar – sem a pretensão de convencer ninguém – que refletir, dialogar, perguntar, sem adjetivos, sem insultos, com honestidade, pode ser uma pequena semente para, no mínimo, deixarmos florescer o conhecimento do outro. No momento em que, no nosso País, os projetos de nação, de convivência humana e cidadã, sequer reconhecem a existência legitima do outro, acho que vale, pelo menos, experimentar a possibilidade de um encontro de ideias sobre a possibilidade de um futuro de bem-estar que inclua todos nós e não apenas aqueles mais próximos dos nossos narizes.


Vamos ver, então, o quanto será possível. Que venham as bestas do apocalipse e também os anjos. O espaço vai estar aberto. Quem sabe, pelo menos uns dois ou três podem tirar proveito disso.

Veremos.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

STF UMA CORTE POLÍTICA –


Pelo visto uma das estratégias utilizadas na Operação Lava Jato de utilizar as prisões preventivas para forçar as tais de delações está com os seus dias contados. Pelo menos no que depender dos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski.

O que há por trás do Gilmar?
O que se observa é que, desde a morte do ministro Teori Zavascki, as decisões do STF tem ido de encontro, mais claramente, à política de prisões preventivas. Ao longo dos últimos anos, ao contrário do que começa a se desenhar, o STF adotou soluções jurídicas que deram suporte a Lava Jato. O que mudou agora, nas decisões mais recentes, capitaneadas pelo ministro boquirroto Gilmar Mendes?

Toffoli: o fiel escudeiro
O Supremo vai admitir que errou no passado? Não se espera muitas flexibilidades de uma corte suprema. Para funcionar adequadamente ela tem que funcionar com critérios jurídicos sólidos e o mais permanentes possíveis. Não dá para compreender e respeitar um Supremo que muda de ideias, que interpreta leis de acordo com as conveniências e/ou da postura política, momentânea ou não, dos seus ministros.

Fachin, derrotado tres vezes
Nos bastidores, procuradores e o juiz Sérgio Moro, já travam uma guerra silenciosa com alguns dos ministros. Quem sairá vencedor? O certo é que hoje temos um Supremo que só pode ser visto e analisado, em suas decisões pela via política. O Direito começa (?) a ser deixado de lado. E o resultado disso não fará nenhum bem ao País.


COMO EDUCAR AS NOSSAS FILHAS PARA SEREM FEMINISTAS




É um desafio e tanto, principalmente para evitarmos radicalismos ou ficarmos apenas num feminino light, que não leva a lugar nenhum. Num mundo onde as mulheres são constantemente discriminadas, recebem menos que os homens,  muitas ainda tendo de cumprir uma dupla jornada de trabalho e onde o tema igualdade de gênero, mais que nunca está em pauta, um pequeno livro (apenas 79 páginas) da consagrada escritora nigeriana Chimamanda Adichiei– PARA EDUCAR CRIANÇAS FEMINISTAS – UM MANIFESTO traz conselhos simples de como oferecer uma formação igualitária a todas as crianças, independentemente de gênero.

No livro escrito, no formato de uma carta a uma amiga, que acaba de se tornar mãe de uma menina, Chimamanda lembra como é extremamente urgente discutirmos novas maneiras de criarmos os nossos filhos, preparando-os para serem pessoas melhores e a como enfrentarem, com sucesso, o mundo atual, cidadãos conscientes do que é preciso fazer para mudarmos a sociedade e fortalecermos as relações entre homens e mulheres.

São apenas 15 sugestões para criar filhos dentro de uma perspectiva feminista, mas acima de tudo libertária, que podem ajudar muito às pessoas que ainda acreditam que a educação é o passo inicial para a construção de uma sociedade mais justa e plural.

Chimamanda é autora de três livros fantásticos, que recomendo com entusiasmo: Meio Sol Amarelo de 2008, Hibisco Roxo (2011) e Americanah (2014). Ela assina também  uma coleção de contos (The Thing araound Your Neck de 2009) e um manifesto Sejamos todos feministas, http://yedxtalks.ted.com/video/We-should-all-be-feminist-Chim)  e musicado por Beyoncé (http://www.youtube.com/watch?v=IyuUWOnS9BY) Tem ainda uma segundo conferencia sobre os perigos de uma história única, onde ela chama a atenção para o fato de nossas  vidas, nossas culturas serem compostas de muitas histórias sobrepostas. Se ouvimos apenas uma história, seja sobre uma pessoas, um país, uma cultura, corremos o risco de gerar grandes mal=entendidos. As duas valem muito, muitíssimo a pena.
uma adaptação de discurso feito por ela no TEDx Euston, que já foi visualizado por mais de um milhão e meio de pessoas. (