segunda-feira, 28 de outubro de 2013

ROBERTO CARLOS DIZ QUE É A FAVOR DAS BIOGRAFIAS NÃO AUTORIZADAS

Famoso também na área das biografias, por censurar a comercialização de uma delas não autorizada por ele, o Rei afirma agora que concorda com o projeto de lei que pode mudar as normas para a publicação das biografias não autorizadas. Mas vai logo avisando: que isso tem que ser discutido: "sem autorização, porém com certos ajustes". "Isso (os ajustes) tem que se discutir, são muitas coisas, tem que haver equilíbrio. Que não fira a liberdade de expressão nem o direito a privacidade".

Na entrevista, divulgada no programa Fantástico, da TV Globo, veiculada no último domingo, Roberto aproveitou para anunciar que está gravando depoimentos sobre a sua vida para serem contados em uma biografia, onde vai "contar tudo o que eu acho que te sentido contar em relação ao que vivi". E ainda acrescentou que ele mesmo vai dar a forma final ao livro. 

Com as declarações de Roberto, ainda que com todas as ressalvas, sobrou para Caetano, Gil, Chico e demais aderentes à curriola do Procure Saber, comandado pela Paula Lavigne, o triste papel de continuar a luta contra as biografias não autorizadas. E assim Roberto Carlos, que nunca foi conhecido por suas posições políticas liberais, deixou para a turma que em tempos idos lutou contra a repressão o papel sujo de censores.

O biógrafo, diz o Rei, "pesquisa uma história que está sendo feita pelo biografado. Ele não cria a história, narra aquela história que não é a dele, que é o biografado, mas a partir de quando escreve, ele passa a ser dono daquela história. Isso não é certo"

A frase seria correta se estivéssemos falando de pessoas comuns. No momento em que a pessoa adquire uma personalidade pública, faz essa opção, influencia indivíduos, sua opinião tem força na sociedade, sua vida, para simplificar, se torna pública, passe a ter interesses e relevâncias para o público. Daí o conceito de intimidade vai por terra. Difamação e mentira são outros assuntos.

Roberto, como seus colegas, usam o argumento de que a justiça é lenta para punir, daí a necessidade de certos "ajustes", como diz o Rei, ou a censura prévia, como pregam os outros. Em vez de lutarem, usando sua influência pública, para agilizarem a lei, preferiram o caminho mais curto da repressão. 
Depois reclamam.