quarta-feira, 30 de março de 2016

SAI DILMA ENTRA TEMER: SEIS POR MEIA DÚZIA?


Estamos em pleno movimento para decisão do impeachment da presidente. O PMDB já promoveu o seu desembarque, simbólico, do governo. Caso efetivamente a saída da Dilma se concretize teremos mudanças de verdade? O País está mais do que no fundo do poço. Uma simples troca de guarda não resolverá os nossos problemas. É muita ingenuidade supor que a simples saída da Dilma e do PT do governo significa o fim, imediato, de todos os nossos problemas. 
 
A opinião pública está escaldada, desconfiada, irritada com TODOS os políticos, partidos e demais instituições públicas, com exceção, por enquanto, do Judiciário, mesmo assim dependendo da facção na qual a pessoa milita. E não estamos falando aqui da Suprema Corte, sobre a qual as desconfianças também existem, independentemente de simpatias partidárias.

O País vai precisar de algo mais que um governo “surpreendentemente bom”, como definiu o atual senador José Serra. Nem vamos ter algo parecido com o que aconteceu na Argentina, onde a “simples” eleição do atual presidente, Maurício Macri, gerou uma onda de confiança e credibilidade, com efeitos imediatos na economia.

 
Temer não é Macri, o PMDB não é exatamente um partido coeso, capaz de gerar automática credibilidade e angariar apoio imediato a um programa de reformas econômicas que o País mais do que precisa. Estabilizar a economia e preparar o Brasil para um novo ciclo de crescimento é o que todos desejam, mas – paralelamente – e com a mesma ênfase a população quer ver, ainda que meio da boca pra fora, a extinção da corrupção, da incúria, da demagogia e do cinismo. Se não for possível extirpa-la – pelo menos – que as transforme em exceção e não mais em regra.

Temer tem a oportunidade de entrar para a história de muitas maneiras, caso venha realmente a assumir o comando. Resta saber qual escolherá. Resta saber qual o seu partido lhe permitirá.