segunda-feira, 29 de julho de 2013

SEUS DADOS PESSOAIS ESTÃO EXPOSTOS NAS INTERNET.MAS É POSSÍVEL MINIMIZAR O PROBLEMA

Está cada vez mais difícil "navegar" na internet sem que seus dados pessoais, comportamento, gostos etc., não estejam sendo captados e analisados por uma série de corporações e entidades governamentais. Recentemente foi feita uma pesquisa entre usuários do Facebook baseado nos "likes", com que os usuários brindam determinados assuntos e postagens. Utilizando potentes computadores os pesquisadores cruzaram exaustivamente todos esses "likes" e conseguiram descobrir um perfil psico-social bastante correto sobre cada um dos usuários. Posição política, preferências culinárias, propensão a violência, inclinações sexuais... e por aí vai. Senhas bancárias e afins são fichinhas disponíveis para qualquer hacker amador.
Até a ONU está preocupada com o problema e fez um alerta em junho sobre o perigo de se confundir o limite "entre a esfera pública e privada", em um ambiente onde a tecnologia "facilita o monitoramento invasivo e arbitrário".
Proteção total está cada vez mais difícil, mas algumas coisas podem ser feitas para evitar, ou pelo menos dificultar a exposição dos seus dados pessoais.

  • Uma delas é o uso de senhas complexas. Nada daquelas com o seu nome seguido de uma seqüência numeral, na base do 1,2,3,4. A combinação mais arrojada de números, letras e símbolos ajuda na segurança.
  • Tomar cuidado com emails ainda é uma boa norma. Extratos bancários falsos, promoções imperdíveis fazem parte do esquema de instalação de softwares de coleta dados
  • Algumas ferramentas podem ajudar, como o Adblock, uma extensão do Chrome, que bloqueia os pop-ups, anúncios do Youtube e que promete proteger dados e histórico de navegação do rastreamento de empresas sem conhecimento do usuário.
  • Limpar sempre o histórico ajuda a apagar as pegadas digitais deixadas pela navegação. Não resolve tdo, mas ajuda bastante.
  • Browsers como o Firefox e Chrome oferecem a opção de navegação incógnita. Os sites visitados não são registrados no histórico.
  • É possível codificar dados dos sites visitados, e-mails e mensagens de textos. Em computadores, smartphones e tablets. O Textsecure, o Silent Circule, o Intheclear podem ser úteis para isso, cada um com características e aplicações específicas.
  • Para mais segurança ainda o jeito É criptografar tudo o que for importante e sigiloso. Na rede bons aplicativos para isso. Mas pesquise com cuidado
  • Que ficar mais tranquilo? Use o Projeto Tor. Um software grátis que permite uma navegação alternativa usando uma rede mundial de servidores voluntários que torna praticamente impossível a localização do usuário e o rastreamento dos seus dados.
  • Tá suspeitando do Google? Use o Duckduckgo. Acha o Gmail perigoso? Vá de Husmail. Em vez do Chrome e similares o Union Browser. O Jottacloud substitui o Dropbox e similares. 
  • Nos EUA, onde o pessoal é mais exposto e por via de consequência mais desconfiado e prevenido há uma tentativa de utilizar uma alternativa às empresas telecom. Uma rede totalmente nova, teoricamente livre do controle das corporações e governos. Em Maryland, Seattle e New York as primeiras redes físicas do Meshnet estão começando a operar.

Ah, e o Facebook? Por enquanto o jeito é sair da rede ou, melhor, tomar cuidado com o que você posta, com seus likes e com as fotos que publica sem prestar muita atenção. A propósito: mesmo que não tenha a melhor das eficácias, você já fez algum ajuste nas suas configurações de privacidade do face?
Não? Faça isso. Sempre ajuda.
Boa sorte.