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NÃO ME CHAMEM PARA ALMOÇO GRÁTIS, PLEASE.

Recentemente, sempre teve, mas ultimamente aumentou a freqüência, dos que costumam nos chamar (sim, não apenas eu) para um almoço grátis. Vou logo avisando: se não for pago, to fora. Explico. O sujeito chega cheio de dedos, faz elogios, acena com "oportunidades futuras" e lá vem a fatura: dá pra fazer um trabalhando pra mim, coisa simples, rápida, pra ajudar o amigo. De graça.  Como assim de graça? Por acaso o sujeito vai ao médico  - noves fora o SUS, mas aí é outro o preço a pagar - e pede uma consultazinha de grátis? Uma operacãozinha de hemorróidas quando o senhor não estiver fazendo nada, de graça? Compra de grátis no supermercado? Enche o tanque do carrão de graça no posto Ypiranga? Qual o motivo para achar que as pessoas que quem vivem de escrever, planejar comunicação, marquetar imagem podem trabalhar de graça? E não são apenas "clientes" pão-duros. A mania está alcançando, com vigor e entusiasmo, fornecedores, donos de agência, agenciadores de toda esp...

MAIORIA NO PAÍS PREFERE LIVRE INICIATIVA MAS SONHA COM EMPREGO PÚBLICO PARA O FILHO

Tem uma tal de pesquisa chamada Latinobarômetro, que é uma das mais tradicionais pesquisas sobre política e economia na América Latina. A parte brasileira foi feita pelo Ibope, no último mês de junho, e revela algumas curiosidade sobre o caráter nacional. Lendo me convenço cada vez mais que não me ufano mesmo em ser brasileiro.  Sobre a relação entre Estado e economia, o brasileiro médio prefere as duas. Se indagados sobre o que prefeririam para si - um cargo público, um emprego no setor privado ou abrir o próprio negócio, lá está um belo contingente de empreendedores e amantes da iniciativa privada: nada menos que 37% gostariam de empreender e 18% disseram que o ideal é o emprego privado. Só uma minoria, 32% gostariam mais de um empreguinho público. Mas quando a pergunta é sobre o que gostariam mais para os seus filhos, pronto, a coisa muda de figura e nada menos que 42% disseram que o que mais desejavam era a segurança de um emprego fixo no setor público. E notem: não ho...

CINEMAS COM FALHAS GRAVES DE SEGURANÇA. TOME CUIDADO.

Os problemas mais graves, encontrados pela pesquisa do Proteste e publicada no jornal O Globo, de , foram detectados em Salvador. As salas Center Lapa, Saladearte Museu e XIV não tinham porta com barras antipânico. Cinemark Salvador, Cinépolis Bela Vista e Center Lapa estavam com obstruções nas saídas de emergência ou no acesso aos extintores de incêndio. No Cine Vivo, não havia extintores na sala e o do lado de fora estava escondido sob uma escada. Além disso, no Center Lapa, havia poltronas quebradas e encardidas, além de lixo nos cantos, e no UCI Iguatemi, foram encontradas baratas na sala de exibição e nos banheiros.  Ainda em Salvador, não foram passadas as orientações de segurança antes do início do filme no Center Lapa, no Espaço de Cinema Itaú, na Saladearte Museu, na UFBA e no XVI.  Em São Paulo, Cinépolis Largo 13, Cinemark Cidade Jardim, Kinoplex Itaim e Espaço Itaú Augusta também não exibiram as orientações de segurança. As salas de Reserva Cultural e UCI Sh...

ANÚNCIOS IMOBILIÁRIOS: UMA ARQUEOLOGIA CONTEMPORÂNEA.

Descobri com imenso prazer outra pessoa que vê nos anúncios imobiliários uma oportunidade de "estudar" como vive o homem moderno e fazer um paralelo entre o neolítico, tempos antigos e os atuais. Marcelo Rubens Paiva escreveu um excelente artigo no Estadão do último sábado sobre como é interessante investigar os anúncios imobiliários e descobrir as similitudes do modo de viver atual com o nosso passado. Quando saímos do mundo neolítico para o mundo agrícola o homem morava perto do trabalho. Foi assim que nasceram as primeiras cidades. O homem começou a construir seus abrigos cercado por aquilo que o alimentava, inicialmente o trigo selvagem e a proximidade com as fontes de água. E, para proteger-se, ergueu muros, cada vez mais fortes, mais altos, mais sofisticados. Não existem semelhanças com o mundo moderno? O que se anuncia atualmente? A união, no máximo possível, entre a moradia, o trabalho, o lazer. Bom e a alimentação? Para isso temos o delivery. Para o lazer, a inte...

NA VENEZUELA PASSAGENS AÉREAS SÓ PRA SETEMBRO DE 2014

Venezuelanos que pretendem sair do país só encontram passagens para setembro de 2014. Isso mesmo, setembro do próximo ano. Na verdade a atividade turística na Venezuela não está “bombando”, como pode parecer à primeira vista.   A espera por voos reflete apenas a disparidade do valor do dólar no mercado legal e no paralelo. No câmbio oficial 1 dólar vale 6,3 bolívares, mas no mercado negro 1 dólar pode valer mais de 60 bolívares.   Para ganhar algum os venezuelanos viajam para o exterior, retiram, por exemplo, uns 3 mil dólares em dinheiro ou créditos em cartão internacionais e pagam cerca de 18,9 mil bolívares para isso. Ao retornar é possível trocar esse mesmo valor, no mercado ilegal, por nada menos que 180 mil bolívares, ou seja cerca de 10 vezes mais. Um lucro e tanto, que explica a corrida pelas passagens aéreas rumo ao exterior e ilustram como andam as coisas naquele país, com a desastrada política econômica do governo venezuelano.

APARTAMENTOS DE APENAS 19m2 CHEGAM A SÃO PAULO

Batizados de “estilo Tóquio”, essas micro unidades habitacionais, comuns em Nova York e na capital japonesa, começam a ganhar mercado na capital paulista. Mais cedo ou mais tarde devem chegar também a outras grandes cidades brasileiras, mas o foco, por enquanto é a capital paulista mesmo. É um novo estilo de vida, sobre o qual vale refletir. Apesar de minúsculo o “apertamento” não vai sair barato. O primeiro lançamento previsto   para 2016 tem preço estimado em nada menos que R$266 mil. Na verdade trata-se de um quarto pequeno de hotel: uma cama de casal, um armário colado na cama, chuveiro, sanitário do lado oposto e um mínimo espaço para um frigobar, micro pia e uma bancadinha. A TV fica no pé da cama. Esse tipo de imóvel vai ter uma certa infraestrutura, como café, no térreo, mas todos tem em comum a boa localização, perto de corredores de ônibus e metrô. Supõe-se que vai atrair um público jovem, que fica pouco tempo em casa e que não necessariamente usa o carro. Ge...

INFLAÇÃO NAS ALTURAS E FALTA DE COMIDA AFETAM VENEZUELA

Algo lhe parece familiar? Para resolver os problemas provocados pela alta de 54,3% nos preços nos últimos 12 meses, a maior desde 2008, e a escassez que já atinge 22,4% dos alimentos, o presidente Nicolás Maduro fez o de sempre: lançou um pacote com mais centralização na distribuição de dólares e ampliou o tabelamento de preços, que vai incluir agora de carros a roupas. E criou mais um órgão: o Centro Nacional de Comércio Exterior, que vai controlar as importações estatais e privadas. O governo venezuelano parece acreditar mesmo que tudo se resume em tabelamento. Poderia se inspirar em inúmeros exemplos de outros países latino-americanos cujas economias foram pro ralo com a adoção pura e simples dos tais tabelamentos. E que nada se resolve com a criação de mais controle estatal, muito menos com a criação de órgãos, ministérios e congêneres. Maduro quer ainda a aprovação de uma lei, na Assembleia Nacional, para ampliar os seus poderes para legislar sobre temas econômicos. Outra for...