Postagens

POR QUE NÓS POSTAMOS? SÉRIE MOSTRA SEMELHANÇAS ENTRE BRASIL, ÍNDIA E CHINA

Imagem
Por que nós postamos? A pergunta norteou a série de livros  Why we post  do Departamento de Antropologia da University College London (UCL), no Reino Unido. Coordenada pelo antropólogo Daniel Miller, o esforço tem o ambicioso objetivo de mapear como as redes sociais estão mudando - e são mudadas - nos mais diferentes contextos em nove países, incluindo Brasil, China, Índia e Turquia.  "É interessante ver como há semelhanças entre grupos culturalmente tão distantes como brasileiros, indianos e chineses, e há distancia entre brasileiros pobres e ricos quando o tema são o uso das redes sociais", diz Juliano Spyer, responsável pelo livro brasileiro do conjunto." Ele diz que, enquanto as camadas médias e as elites de alguns dos países entendem que as mídias sociais distraem seus filhos das obrigações escolares, nos setores populares de Brasil, na Índia ou na China, " ver o filho na lan house   , de certo modo, representa um domínio de novas tecnologias que,...

AUMENTA NO BRASIL A INFLUÊNCIA DOS ROBÔS NO PROCESSO ELEITORAL

Imagem
(Via CMSI - Comunicação & Marketing - Soluções Integradas -   cmsi-solucoes.com ) O uso, cada vez maior de robôs nas eleições brasileiras, tem chamado a atenção de pesquisadores e alvo de estudos sobre a sua importância. A Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV/DAPP) tem divulgado alguns deles, uma fonte importante para entendermos como as chamadas “contas automatizadas” tem interferido com muita intensidade no debate político e no processo eleitoral.   Essas interferências, que muitos creditavam apenas aos acontecimentos registrados em outros países, já são objeto de preocupação das autoridades brasileiras, principalmente pela possibilidade de propagação de noticias “fakes”, mas a ameaça dos robôs é bem maior que isso. E vamos vê-los atuando, queiram ou não nossas autoridades, com muito vigor nas próximas eleições. O estudo da FGV revela que a maior ameaça das contas automatizadas está na manipulação dos debates nas redes sociais...

DESAPROVAÇÃO AOS POLÍTICOS PAROU DE CRESCER?

Imagem
Mais uma pesquisa na praça, esta do instituto Ipsos revela que a desaprovação aos políticos está começando a dar sinais de refluxo. Em alguns casos, como nas taxas de Geraldo Alckmin e Marina Silva, a redução na desaprovação é bastante significativa. Nos demais existe uma oscilação, ainda que não tão expressivas, mas só as próximas pesquisas poderão indicar se esses resultados são uma tendência ou apenas um resultado pontual. Uma das teses levantadas atribui essa possível tendência à constatação, por parte do eleitorado, de que serão mesmo esses os nomes dos candidatos a presidente em 2018. E como um nome “fora da política”, um “salvador da pátria”, que seria o objeto de desejo da sociedade não apareceu e nem dá sinais de quem venha a acontecer, as pessoas estariam olhando o que existe de disponível, com um olhar mais realista e menos romântico. Essa é mais ou menos a teoria do diretor do Ipsos, Danilo Cersosimo, que acredita na possibilidade dos eleit...

E TEMER, ACREDITE, FICOU POPULAR

  Não é piada nem notícia fake. Temer “bombou” no Google Trends. Desde o impeachment não havia tanta gente procurando por Temer no Google. E sim, nada a ver com o julgamento, pelo Congresso, das denúncias contra o presidente. Os internautas queriam saber de outro assunto e as buscas foram, em primeiro lugar para “Michel Temer passa mal”; “Michel Temer internado” em segundo, seguidos por “idade”, “hospital” , “saúde Temer” e ainda, graças ao grupo de sempre que vai atrás de qualquer notícia fake, “Temer morre”. O pico de “popularidade” deve-se à forma amadora com que a comunicação do Planalto tratou o assunto. Primeiro deixando que a notícia fosse dada como um “furo”, depois permitindo que ela fosse tratada como boato. Auxiliares do presidente trataram o assunto com adjetivos genéricos, tipo “mal estar” e até “procedimentos de rotina”. Os nobres profissionais e políticos próximos pareciam ter esquecido que a saúde de um presidente não é um assunto privado, ...

ELEICÕES, ARTE, MORAL E BONS COSTUMES: TUDO JUNTO E MISTURADO.

Imagem
Ao que tudo indica as próximas eleições serão mesmo polarizadas. E a moral e os chamados “bons costumes” estarão presentes, nas suas mais diversas áreas e temas. Basta ver como repercutiram as postagens dos políticos que se expressaram de forma categórica, nas suas redes sociais, sobre exposições de arte em São Paulo e Porto Alegre, conquistando um expressivo engajamento dos seus públicos. 2o. colocado Entre os possíveis presidenciáveis Bolsonaro foi o que maior proveito (em números) da polêmica. Foram nada menos que 348.721 as interações e 37,540 em comentários, compartilhamentos e reações em cliques em símbolos de apoio ou contrariedade. O segundo colocado foi o João Doria, com 104.142 e 12.312. Em terceiro Ronaldo Caiado com 82.103 e 5.413.  O MAN não é meu Ciro: contra a "censura" Geraldo Alckmin, que se esquivou da discussão alegando que o Museu de Arte Moderna, o MAN não tem nada a ver com a exposição e Ciro Gomes, que publico...

PESQUISAS, AH AS PESQUISAS (AGAIN AND AGAIN)

Imagem
Os últimos dias foram pródigos em pesquisas, de intenção de voto e avaliação, ainda que por vias transversas, de governo. Tivemos a da CNT, do Ipsos, do Poder360, da Folha, do Ibope... em todas elas o que mais chama a atenção é a rejeição a todo mundo. Sobrou até pro Luciano Huck e a recém empossada Procuradora Geral da República, Raquel Dodge. E o Temer, coitado, está prestes a se transformar na unanimidade da rejeição. O problema, sempre tem um problema, é que pesquisas que misturam opinião sobre desempenho dos políticos com intenção de voto, levam – muitas e muitas vezes – o entrevistado a responder como se estivesse avaliando um candidato. É difícil de acreditar que o Brasil inteiro é contra o presidente e que a PGR, que sequer completou duas semanas no cargo, já carregue a rejeição de mais de 40% dos brasileiros. A bem da verdade Temer, ao tomar posse como presidente interino, não era exatamente um campeão de popularidade. Na época contava com o apoio ...

AS PESQUISAS, AH AS PESQUISAS....

Imagem
É só sair uma dessas pesquisas de intenção de voto, que começam as especulações e as interpretações, a maioria delas equivocadas. Vejamos as últimas três   recentemente divulgadas:   da CNT, do Poder360 e do Ipsos. Todas as atenções voltadas para o fato de Lula continuar na liderança, com cerca de 30% das intenções e Bolsonaro “na cola” com 20% e em franco crescimento. Daí para dar como certo que os dois já tem um lugar assegurado num hipotético segundo turno é um pulo e que não é, em absoluto verdadeiro. Já a do Ipsos, a mais recente, o que chama a atenção é o “todo mundo” com percentuais altíssimos de rejeição. Não escapa ninguém, nem mesmo a nova PGR, Raquel Dodge, que em menos de uma semana de função já chegou a casa dos 46% de rejeição. Esquecem, no caso da CNT, principalmente os jornalistas e os comentaristas políticos, dos outros dados da pesquisa, tão o mais importante que o fato de fulano ou beltrano estarem em primeiro ou segundo luga...