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DEBATES COM PRESIDENTES: UM DIA AINDA VEREMOS ISSO, AQUI?

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Na primeira semana de janeiro o debate do presidente Barack Obama, ao vivo, em confronto direto com cidadãos, alguns contrários as suas propostas, sobre o controle de armas nos Estados Unidos, tomou conta das manchetes internacionais, não tanto pelo tema. O inusitado da situação, o debate público da autoridade maior com seus cidadãos, foi o mais comentado. Os retranqueiros de plantão, no caso especifico o representante da Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês), Andrew Arulanandam fugiu do encontro, argumentando que não via “razão para participar de um espetáculo de relações públicas orquestrado pela Casa Branca”. Mui provavelmente, na hipótese altamente improvável de algo semelhante acontecer por aqui, seríamos premiados por uma enormidade de argumentos semelhantes.   Vale ressaltar que as perguntas não foram discutidas previamente e que o debate não foi editado para favorecer o presidente. Rolou o que rolou. Outra coisa que deixaria os ...

MARCOS VALÉRIO, UM PERSONAGEM AINDA A SER DESVENDADO

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Confesso minha atração por Marcos Valério, o carequinha, como foi chamado com ares de deboche, por muitos apresentadores de TV, no auge do escândalo do Mensalão. Confessou, digamos assim, apenas o essencial, para ser condenado a pena de 37 anos, uma – ou talvez única – mais pesada do escândalo.   Bem que ele tentou, sem sucesso, um acordo de delação premiada um mEs depois que o STF o havia condenado a 40 anos de prisão que volta agora a propor. Valério sabe mais que assuntos relacionados ao Mensalão, sabe muito. Se abrir a boca, como parece que pretende, assuntos que estão meio mortos, como o assassinato do ex-prefeito de Santo André (SP) podem voltar à tona, envolvendo inclusive o ex-presidente Lula. Quais seriam os motivos que levaram Valério a ficar calado e assumir, sem espernear, a maior pena do processo? Dizem que ameaças a vida da sua família. Estaria agora mais seguro quanto a isso? Valério é responsável, também, pelo que o procurador Deltan Dallagnol, coorde...

HOUVE MESMO UM ESTELIONATO ELEITORAL NA CAMPANHA DA DILMA?

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César Maia, em seu “Ex-blog” publicado ontem (7/01) levanta uma questão que sempre me preocupou, enquanto analista, mas sobre a qual nunca tinha me debruçado: o que levou, de fato, à vitória de Dilma nas últimas eleições. Maia lembra, e está certo, que até hoje a versão da oposição, mais especialmente do PSDB, é de que houve um estelionato eleitoral, uma espécie de golpe, onde a verdadeira situação da economia brasileira, na época, teria sido ocultada. Atribui-se, inclusive ao jornalista/publicitário João Santana, a culpa do estelionato, como se a ele coubesse, enquanto “marqueteiro” determinar sozinho os rumos e o conteúdo da campanha.   CM lembra, corretamente, que por mais realista que a coordenação da campanha quisesse ser realista não seria possível projetar o desastre econômico que se seguiu às eleições.   Lembra ainda que assim foi, também, ainda que em cenário diverso, a campanha do segundo turno FHC, em 1998, quando foram fartos também o ...

BRASIL: POLÍTICA EM DESORDEM, JUDICIÁRIO ENXERIDO.

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O que assistimos, nos últimos tempos, foi a degradação completa, a desmoralização em níveis absurdos, da política nacional e do governo federal, proporcionando ao judiciário assumir um protagonismo que não lhe cabe, complicando ainda mais o cenário político econômico. Em frangalhos os atores políticos parecem mais preocupados em salvar a própria pele. Não há debate, não há propostas, ninguém, absolutamente ninguém, apresenta qualquer projeto capaz de nos tirar do atoleiro. Os governantes continuam impotentes, mostrando uma incapacidade extraordinária para reagir a crise. A população bovinamente vê suas conquistas recentes rolarem ladeira abaixo, enquanto seguem em passo acelerado rumo à desilusão. Diante do caos, como bem disse Marco Aurélio Nogueira, em artigo recente publicado no Estadão, "o Supremo Tribunal Federal decidiu mostrar que em política não há vácuo que perdure", que não seja rapidamente ocupado, coisa aliás, digo eu, bem ao estilo brasileiro de ...

AFINAL, O QUE PODEMOS ESPERAR DE 2016?

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Uma coisa que sempre me intriga é ver que tantas cabeças (bem) pensantes no Brasil não são capazes de enxergar onde está, de verdade, a raiz dos nossos problemas. Ou melhor: as cabeças pseudamente pensantes que realmente importam. A mim, pobre mortal, parece que a necessidade de um ajuste fiscal versus a fragmentação política – que impede qualquer aprovação das reformas necessárias – é o centro, a raiz dos nossos problemas atuais. E o que, afinal, pode acontecer? Abandonar, como muitos querem, qualquer ajuste econômico/fiscal vai nos fazer, finalmente, sair da beira do abismo e nos lançarmos abaixo rumo à morte tantas vezes anunciada. A outra possibilidade, a união das forças políticas minimamente responsáveis em torno de um projeto, viável, de ajustes voltados para o crescimento, parece cada vez mais improvável, com cada uma delas olhando para o próprio umbigo, pensando em como tirar proveito da situação.  Ninguém pensa que se formos parar de fato b...

BRASILEIROS QUEREM FIM DA CRISE SEM SACRIFICIOS. É POSSÍVEL?

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Ao se acreditar em pesquisa realizada pelo instituto Vox Brasil, a pedido da Central Única dos Trabalhadores (CUT), a maioria dos entrevistados quer se livrar da crise mas sem quaisquer sacrifícios. Os brasileiros se mostram contrários a qualquer alteração na Previdência e também aos cortes sociais e aumentos de impostos. 75% são contra cortes nos programas sociais e nada menos que 88% defendem a permanência das atuais regras previdenciárias. Vale ressaltar que não foram registradas variações significativas, nesses resultados, em todas as faixas de renda, idade e escolaridade dos entrevistados, que sequer apoia a elevação nos impostos sobre lucros das empresas, já que apenas 49% acreditam que ela poderia ser benéfica ao país. É claro que conhecendo-se os contratantes da pesquisa fica óbvio o objetivo: pressionar o governo no sentido de frear as tais medidas de austeridade fiscal e encontrar soluções para sair da crise sem cortes e/ou aumentos de impostos. O que não quer di...

SURF E MARKETING POLÍTICO

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Tenho recomendado, com muita esperança, aos clientes, da área de marketing político e eleitoral, que procuram a mim e aos meus associados, que se inspirem no surf, mas exatamente nos meninos brasileiros do surf. Sim, a maioria me olha com a mesma estranheza com que você deve estar lendo essas linhas. Não, não se trata de convencer os nobres políticos a ser transformarem em improváveis surfistas. Seria até divertido, mas não se trata disso. O que tenho recomendado é que se espelhem no exemplo da rapaziada, na qual ninguém acreditava, seriamente, e que “de repente’(??) está literalmente na crista da onda, com o perdão da surrada expressão. Temos hoje, nada menos que três brasileiros entre os quatro melhores. Também não estou falando de como se equilibrar nas ondas do momento, em conseguir “se safar”, não importam as condições adversas dos mares e oceanos. O que acho exemplares são a determinação, a coragem para superar as adversidades, a lisura na dispu...