sábado, 16 de setembro de 2017

BRASIL É CAMPEÃO MUNDIAL EM REFORMAS POLÍTICAS



Fala-se tanto de reforma política atualmente, que ficamos com a impressão de que se trata não só de uma grande novidade, como também  que ela seja capaz, como num passe de mágica, acabar de vez com todos com os nossos problemas relacionados com as eleições e a representatividade, tanto do legislativo como do executivo. E, desta vez, pretende-se inclusive incluir o judiciário.

Todos parecem esquecidos de que somos verdadeiros campeões em reformas políticas e que, na verdade, a média nacional é de uma minirreforma a cada 18 meses, começando em 1993, quando acabou o prazo para a implantação das disposições transitórias da Constituição de 1988.

E mais: todas essas alterações foram feitas sempre em véspera de ano eleitoral, atendendo às circunstâncias do momento, perfazendo nada menos que 14 alterações importantes ao longo de 22 anos, noves fora as menos relevantes. Basicamente todas elas revelam conveniências eleitorais do momento e a busca pura e simples de sobrevivência política.

Para os maior interessado, o distinto público, fica a confusão na hora de votar, sem que ninguém conheça de fato quais são as regras e o destino real do voto, principalmente nas eleições proporcionais, onde – no modelo atual, por exemplo – é possível eleger um determinado candidato votando em outro.

Neste momento um dos problemas que mais chama a atenção é de onde virá e de quanto será o dinheiro para financiar as campanhas. Mas uma série de outros estão na fila dos que serão votados/decididos por uma classe política fragilizada, acuada pelo judiciário e desacreditada pela maioria da população.

Nesse ambiente o mais provável e que, mais um vez, sejam feitas mudanças de afogadilho, que serão revistas, num ciclo vicioso, em 2020. E assim prosseguiremos, testando e mudando a legislação a cada nova eleição.

Além disso, a ingerência, cada vez maior, do Judiciário no assunto também não ajuda, ainda que boa parte dela seja provocada pelos políticos que recorrem a Justiça para resolver questões que deveriam solucionadas politicamente.

O mais sensato seria discutir projetos de reformas políticas como plataformas/propostas, a serem apresentadas e discutidas na próxima campanha de 2018. Temas fundamentais como coligações, número de agremiações partidárias,  financiamento (público, privado ou misto), formato de campanhas, voto obrigatório etc., etc. deveriam ser discutidos e aprovados ou não pela população, afinal ninguém sabe ao certo o que desejam os eleitores.

Distritão, distrital misto, financiamento público, na casa dos bilhões, 27 artigos, alterados há 2 anos, que estão de volta, entre muitos outros que estão sendo discutidos no Congresso, podem fazer suas estreias no próximo pleito. São mudanças  que terão de ser bem explicadas aos eleitores, cuja boa vontade com os políticos está no rés do chão.

É esse o clima que os candidatos terão que enfrentar.
Ou seja não será uma eleição fácil para ninguém.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

ESTÁ NA HORA DOS BONS MOSTRAREM "O SEU VALOR"

 
“Tem esquema em todo lugar: na universidade, nos bombeiros, no Legislativo, no Executivo, na iniciativa privada...”O lamento está, hoje, no Fórum dos Leitores do Estadão. (Eu acrescentaria no Judiciário...) Mas esse é o tipo de lamento/constatação, que se constitui no maior dos perigos que ameaçam o País.

Ladroagem e “esquemas” existem em todos os segmentos das sociedades, modernas ou não, em qualquer lugar do planeta. A diferença está na impunidade e no grau de contaminação, do controle que possam exercer sobre a população.

Denúncias de toda a sorte, prisões de figurões até bem pouco tempo tidos com intocáveis, delações, premiadas ou não a roldo, depoimentos teatrais de condenados... todos os dias somos surpreendidos por toda sorte de “mal feitos”, cada um mais espetaculoso, mais grave e insuspeitado que os outros.

Com isso vamos concluindo, com uma ajudinha dos meios de comunicação e seus comentaristas especializados, que ninguém presta, que a prática de crimes, nos seus mais variados graus, é uma característica inata da política e dos políticos e, o que é bem pior, que a corrupção é algo entranhado na sociedade brasileira, onde apenas a oportunidade de cometer delitos separa os honestos dos desonestos.

Por tudo isso está mais que na hora das pessoas de bem, dos políticos honestos (sim, eles existem sim senhor), saírem da toca, transformarem a vergonha e o medo em esperança real para o País. Sim, País com letra maiúscula mesmo.

A descrença total na política e nos políticos costuma levar à ditaduras. Não importa se da direita ou da esquerda, populistas ou não. A democracia, para sobreviver, precisa da política e dos políticos. E ela, neste momento do Brasil, precisa de uma renovação total.
 
Não é a toa que começam a surgir outsiders, dispostos a concorrer em todos os cargos eletivos, cuja plataforma principal está no fato de não serem políticos, de não praticarem a política tradicional.

São bem-vindos, sem dúvida nenhuma, como um fator de renovação necessário. Mas o fato de serem apenas outsiders, neste momento, não é uma credencial completa e definitiva para que ocupem cargos, relevantes ou não. 

O Brasil precisa de pessoas, de políticos, novos ou velhos, que tenham projetos, que defendam causas, capazes de mobilizar a sociedade.

E essas pessoas, esses políticos precisam dialogar e muito com a sociedade. Menos falatórios sobre quem são e mais ideias para serem discutidas. As redes sociais estão aí e são um ótimo instrumento para oxigenação do debate, sobre os caminhos que devemos trilhar, para sair desse atoleiro e chegarmos ao lugar que merecemos entre as demais nações do planeta.

E a hora é essa. Quem se atrasar vai perde o bonde da história

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

BOLSONARO LIDERA NO FACEBOOK. MUITO BEM. E DAÍ?


Bolsonaro é líder disparado nas interações no Facebook, com a página que gera mais compartilhamentos, comentários e reações, com nada menos que 93,4 millhões de interações com usuários, desde janeiro de 2014. Lula vinha em segundo lugar, com 66,4 milhões, mas perdeu o posto para o prefeito de São Paulo, João Doria.

A página de Bolsonaro tem mais seguidores do que as de todos os seus rivais na disputa para a presidência desde março de 2016. Eles somam 4,5 milhões contra os 3 milhões da de Lula. E mais o Facebook de Bolsonaro é mais constante e orgânica que os da maioria dos seus adversários, que registram crescimentos abruptos de uma vez para o outro, um sinal de que foram “bombadas” profissionalmente.

Bolsonaro distingue-se também pelo uso intensivo de vídeos. Nenhum dos seus adversários publicou mais vídeos do que ele, que já foram assistidos por 740 milhões de vezes. O candidato é líder também em reações (64 milhões), mais comentários (5,7 milhões) e compartilhamentos (24 milhões).

É certo que boa parte das reações (comentários) é negativa, mas é óbvio que os números indicam sem sombra de dúvida que – ao contrário dos seus adversários – Bolsonaro tem uma militância digital muito mais aguerrida e atuante.

O que isso significa de verdade para a transformação dessas interações e numero de seguidores em votos reais no mundo off-line só as urnas dirão com certeza. Mas é fato verdadeiro que – sejam quais forem os resultados – quem desejar fazer uma boa campanha não pode desprezar as redes sociais e muito menos usa-las amadoristicamente, sem a ajuda de profissionais da área.

(Números extraídos de reportagem do jornal O Estado de São Paulo de 21 de agosto).



terça-feira, 18 de julho de 2017

AS TRÊS NARRATIVAS, RUINS, DA CRISE

Para “explicar” a crise e tentar arregimentar adeptos, as maiores correntes politicas do país oferecem três narrativas sem nenhuma proposta realista para o futuro ou indicação de rumos, centradas, todas três, na sobrevivência de curto ou- no máximo – de médio prazo.

Duas dessas narrativas são praticamente idênticas. Fui condenado e/ou estou sendo processado sem provas, ao contrário do meu adversário, acusado/condenado com base em fatos robustos e verdadeiros. A diferença é um já estar condenado e outro, por enquanto, apenas processado. A terceira é da turma do PSDB, cujo presidente também está na mira da Justiça, que não sabe se fica ou sai do Governo e não oferece aos seus eleitores nenhuma leitura realista e do interesse da população/eleitorado para a crise.

A vitimização esgrimida pelo PT e seus aliados é coerente com o momento, mas não pode estender-se ao infinito e além. Serve para energizar a militância, tentar despertar solidariedade, mas é um discurso datado, com prazo de validade e dependente do julgamento do Lula, na segunda instância. Falta a narrativa um projeto de superação da crise que vá além do recall, retomada, dos tempos positivos da primeira gestão do Lula. O ex-presidente aliás já se deu conta disso e inseriu no seu discurso os “bons tempos” das suas gestões, principalmente a primeira, embutindo a promessa de que eles podem voltar, com a sua volta a Presidência.

A defesa do Temer é semelhante, ainda que sem a ênfase na vitimização. O presidente quer se contrapor as denúncias, realçando as conquistas do seu curto governo e com a necessidade de mudar o foco para a aprovação das necessárias reformas para tirar o país da crise. Resta saber se as vitórias políticas que conseguiu até agora no Congresso serão repetidas na volta do recesso e o apoio que possui se manterá quando novas denuncias do PGR forem apresentadas.


No PSDB a liderança tradicional é sacudida do muro no qual sempre se refugia, por figuras novas, outras nem tanto, que desejam se desligar do governo, mas cujas propostas se resumem ao vago “apoio às reformas”, com ou sem Temer. Com o seu presidente e presidenciável maior, também abatido pelas acusações do PGR, afastado “provisoriamente” do cargo,  o que sobra são as indefinições de sempre. A exceção agora é que a briga interna está chegando às ruas, onde entram inclusive a pressão pela indicação do seu candidato às próximas eleições, vivenciando uma crise declarada, que não fazia parte, até agora, do seu modelo tradicional.

Correndo por fora temos o pessoal mais a direita, neste momento capitaneada pelo deputado federal Jair Bolsonaro, que muitos apostam que não chega nem ao segundo turno, mas é sempre bom lembrar de exemplos recentes, de candidatos que ninguém apostava e que foram eleitos. Creio que Trump basta.  Os demais, Ciro Gomes, Marina Silva e etc., permanecem lá atrás, sem muita perspectiva e pior, sem um discurso que entusiasme o eleitorado.

O distinto público, os eleitores, por enquanto, pelo menos, não parecem se entusiasmar com nenhuma dessas narrativas ou personagens. Lula continua na dianteira das pesquisas com o seu piso tradicional de 30%. Até quando depende muito mais do Judiciário do que de qualquer outra coisa. 

A economia dá sinais cambaleantes de melhora, mas nada que entusiasme, muito menos aos milhões de desempregados. As panelas estão mudas, as manifestações a esquerda ou a direita, restritas as torcidas organizadas.

Por enquanto é torcer para que apareça algo melhor do que está colocado e nos dê esperanças de dias realmente melhores

domingo, 16 de julho de 2017

Por quanto tempo vc sobreviverá se não se adaptar as mudanças?


Nos últimos anos foram muitas as mudanças que alteram nosso modo de vida e as relações de trabalho. (Aqui embaixo vai uma lista, bem pequena, só pra ilustrar).

E vc tem prestado atenção ao que está acontecendo no mundo?  Vc realmente pensa que pode continuar a viver como vivia há 10 anos? Já se perguntou por quando tempo conseguirá sobreviver se não se adaptar?  Por quanto tempo seu emprego/trabalho na forma atual, vai durar?

Depois de refletir um pouco sobre isso, você ainda quer viver como vivia há 10 anos?

Melhor começar a se reinventar diariamente para continuar no jogo. O negócio é ir em frente. Não porque atrás vem gente, mas porque já tem muita gente na frente. E se você nem sabe o significado de boa parte dos nomes aí em negrito tem que se apressar ainda mais. 

O Spotify praticamente faliu as gravadoras;  O Netflix faliu as locadoras; O Booking complicou a vida das agências de viagens;  O Google faliu a Listel, Páginas Amarelas e as enciclopédias;  O Airbnb está complicando a vida dos hotéis;  O WhatsApp complicou a vida das operadoras de telefonia;  As Mídias Sociais estão complicando a vida dos veículos tradicionais de comunicação;  O Uber e afins complicou a vida dos taxistas. E em breve os carros autônomos vão complicar a vida de todos os motoristas;  A OLX acabou com os classificados dos jornais;  Os Smartphones acabaram com as revelações dos filmes fotográficos e com as câmeras amadoras;  O Zip Car está deixando as locadoras de veículos de cabelo em pé;  A Tesla está complicando a vida das montadoras de automóveis; O e-mail e a má gestão complicaram a vida dos Correios;  O Waze acabou com o GPS; O Original e o Nubank ameaçam o sistema bancário tradicional;  A Nuvem complicou a vida dos Pen Drive;  O YouTube complica cada vez mais a vida das TVs. Muita gente nem sabe mais da existência dos canais abertos;   O Facebook complicou a vida dos portais de conteúdo;  O Coaching mudou a forma de aprender, pensar e agir de muita gente; Tinder e similares está complicando baladas e afins;  Com os bancos online quase ninguém precisa ir as agências, diminuindo o mercado dos bancários.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

A ESQUERDA BRASILEIRA PRECISA APRENDER A PENSAR. Consegue reunir cerca de 30 mil "militantes" numa manifestação, mas entrega tudo para os sempre presentes "mascarados" que a transforma, também como sempre, em baderna e vandalismo, pois não consegue parar para pensar em como manter sobre controle a minoria do tanto pior melhor.
Os ilustres deputados não ficam atrás: tomam de assalto a mesa da Câmara, com seus cartarzinhos e impedem a continuidade dos trabalhos. Não satisfeitos ainda protagonizam a velha cena dos empurrões e pontapés no plenário.
 
Será que 25/30 mil militantes não são capazes de controlar a turma do quebra-quebra, totalmente previsíveis, mas que ontem foram além das provocações a polícia para tentar destruir, incendiando prédios públicos e vandalizando equipamentos e computadores, atirados pela janelas dos ministérios.
Acham mesmo que os funcionários que fazem hoje faxina nos seus locais de trabalho e que passarão um bom tempo tendo que recuperar tudo o que foi perdido, quer queiram quer não, vão ficar felizes s solidários coma turba?
Hoje, em vez de estarem felizes e sorridentes com a demonstração de força de sua militância, colheram uma bela associação com a baderna e a esculhambação.
Será que não enxergam um potencial espetacular de possíveis apoiadores no mais de 10 milhões de desempregados, mais infelizes que os demais com o atual governo e que poderiam engrossar a tropa dos insatisfeitos, mas que não estão nem um pingo dispostos a apanhar da polícia e nem acham que a melhor solução para as suas vidas está na destruição do patrimônio público?
 
Será que ninguém nas hostes esquerdista consegue pensar que o "Fora Temer" não galvaniza ninguém entre as pessoas comuns, pelo simples fato de que a maioria absoluta da população não vê o presidente com bons olhos e só não vai na onda porque simplesmente não vislumbra ninguém para substitui-lo?
Ah, mas temos o Lula, acreditam. E quanto mais depressa coloca-lo lá melhor, pois assim escapa das garras do Moro. Será que não pensam que os atuais 30% de apoiadores não são suficientes para colocar o Lula lá, sem mais motivos que o de livra-lo da cadeia?
Ninguém se dá conta que é preciso apresentar um projeto, um plano de governo que vá além do recall dos dois mandatos do Lula, por mais positivas que sejam as lembranças dos seus dois governos?
"Eleições Diretas Já", va lá, mas com quem? É essa a pergunta que interessa a população. E muito provavelmente Lula não será uma atração capaz de amealhar uma maioria ampla, geral e quase irrestrita do eleitorado. Será que acreditam também que os demais candidatos de plantão vão deixar Lula correr solto numa campanha onde, gostem ou não, ele entra com um espetacular rabo de palha?
E o projeto? Temos algo melhor que a vingança do "fora Temer", "volta Lula" e "não as reformas"e "tudo o que está aí" é que o País tanta deseja e precisa?
Acham mesmo que, seja lá quem for, o vencedor dessas hipotéticas eleições vai conseguir tocar o País pra frente sem fazer nenhuma dessas reformas?
O Brasil está a deriva, num mar tempestuoso, a espera de um comandante que tenha mais que a vontade de tomar o leme pelas mãos. Seja lá quem for precisa de um plano, um projeto crível e viável para a chegada, mais ou menos incólume, ao próximo porto. É preciso alguém, que consiga conectar pelo menos dois neurônios e pense bem no que fazer. E que convença os passageiros desta nau desgovernada do que fazer, que rota vai adotar. Nos transformarmos numa próxima Venezuela é que não vai dar.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

ABRINDO A TIME LINE ÀS BESTAS DO APOCALIPSE



Prestes a publicar uma nova página no Face, como “Figura Pública”, me deparei com um velho dilema. Não foram poucas as vezes em que dei “likes”, alguns acompanhados de comentários solidários, para muitos amigos,  irritados com posts de conteúdo ofensivo, não só às suas ideias, como pela forma grosseira com que se referem a qualquer um que lhes ofereça um contraditório. Fartos, decidiram não só apaga-los, como deletar, também, essas pessoas de suas vidas no Face.

Eu mesmo, confesso, já fiz isso também. Mas, nesse momento, decidi ir em sentido contrário: vou abrir a minha página, assim como o Blog do Mena, para qualquer um que queira comentar qualquer coisa, mesmo correndo o risco de transformar a time line em um ringue. Preservarei a minha página pessoal, fechada aos amigos e familiares, com questões – digamos assim – mais brandas.

A razão é, de certo modo, simples: Estamos perto, muito perto, de uma campanha eleitoral que será, com toda certeza, demasiadamente acirrada, marcada pela carência de lógica e pela polarização. E aí você deve estar se perguntando: vai abrir espaço para isso? Sim, essa é a ideia. Abrir não só para o debate político, não importa o nível, e para outras ideias que na maioria das vezes o destino seria a lata de lixo.

Sim, o radicalismo derruba a democracia, a boa convivência entre as pessoas e passa longe da verdade. A opção pelo ódio e a recusa ao contraditório é atraente, pois fica fácil jogar a culpa de tudo de ruim nos outros, nas pessoas que discordam dos seus argumentos. É o que talvez explique, a quantidade de indivíduos que esgrimem esse tipo de ideias, que os deixam confortavelmente imune às críticas.

Apesar disso, quero, de forma absolutamente otimista, abrir espaço para reflexões e diálogos até mesmo com as “bestas do apocalipse”, aquele tipo de gente que só enxerga o paraíso nas suas ideias e o apocalipse nas dos outros.  Quero acreditar – sem a pretensão de convencer ninguém – que refletir, dialogar, perguntar, sem adjetivos, sem insultos, com honestidade, pode ser uma pequena semente para, no mínimo, deixarmos florescer o conhecimento do outro. No momento em que, no nosso País, os projetos de nação, de convivência humana e cidadã, sequer reconhecem a existência legitima do outro, acho que vale, pelo menos, experimentar a possibilidade de um encontro de ideias sobre a possibilidade de um futuro de bem-estar que inclua todos nós e não apenas aqueles mais próximos dos nossos narizes.


Vamos ver, então, o quanto será possível. Que venham as bestas do apocalipse e também os anjos. O espaço vai estar aberto. Quem sabe, pelo menos uns dois ou três podem tirar proveito disso.

Veremos.